A população feirense não está recebendo a assistência devida quando necessita dos serviços da UPA do Clériston Andrade. A denúncia é do vereador Ron do Povo (PP), que fez explanação sobre o assunto na sessão da Câmara nesta quinta-feira (19). Segundo o parlamentar, durante visita ao local, ele presenciou superlotação na UPA, que contava apenas com uma pessoa do administrativo realizando atendimento aos pacientes. “Pessoas chorando, outras em cadeiras de rodas e macas pelos corredores e algumas indo embora reclamando e tentando migrar para outras unidades de saúde”, contou.
O vereador completou que, apesar de muitas pessoas estarem esperando atendimento nas comunidades, a ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estava parada no local durante horas, mesmo com ligações solicitando os serviços. “Alguns profissionais relataram que o veículo fica aguardando desocupar as macas para conseguir sair do local para atender outros pacientes”, disse. Ron do Povo acredita que o problema poderia ser resolvido com a utilização de mais macas e disponibilizando mais salas para acomodar essas pessoas e liberar a ambulância.
Para o edil, fica claro que não há diálogo entre a diretora da unidade hospitalar, Cristiana Maria Brito França, e os vereadores da cidade, para o entendimento das dificuldades enfrentadas pela população. “Todos os vereadores desta casa são atendidos pelo secretário Municipal de Saúde, Rodrigo Matos, sem distinção. O povo não pode ser punido por questões políticas”, observou o vereador, revoltado com a mudança no tratamento aos pacientes, após sua presença com sua equipe realizando filmagens da situação.
Também indignado com a situação, o presidente da Câmara, vereador Marcos Lima (União), reforçou quanto o atendimento no Clériston Andrade mudou após a gestão da diretora. Segundo ele, desde que Cristiana assumiu o trabalho, só trouxe prejuízos para a área da Saúde do Município, inclusive aumentando o número de pacientes no sistema de regulação. “Saudade da forma como o antigo diretor, José Carlos Pitangueira, atendia a população, com todo respeito e dedicação”, comentou.
Para Marcos Lima, o grande problema é a falta de comando e de capacidade técnica e administrativa para gerir um hospital com a importância do Clériston Andrade, já que a diretora é uma e quem dá às ordens é outra pessoa”. Segundo ele, “está tendo uma guerra de poder lá dentro e o povo está sofrendo. Se os vereadores não conseguem diálogo, imaginem a população”, finalizou.
ASCOM





