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Novo livro de Josué Melo compartilha memórias históricas e propostas para Feira de Santana

5 Min Leitura

Complemento da obra “A vida merece um sim”, publicada em 2025, o livro “Um sim à vida – Memórias e proposições impactantes” contém memórias pedagógicas que podem servir de luz para a juventude e as novas gerações de feirenses. Além disso, elenca algumas proposições que podem colaborar na consolidação do desenvolvimento sustentável de Feira de Santana. As afirmações são do autor da referida publicação, professor e ex-reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Josué da Silva Melo, que usando o espaço da Tribuna Livre da Câmara, nesta terça (22), apresentou sua nova produção literária ao Legislativo e à sociedade.

Prefaciado pelo atual presidente da Academia Feirense de Letras, João Batista de Cerqueira, conforme observou o escritor, o livro trata da vida criada carinhosamente por Deus. No entanto, na opinião dele, ultimamente este dom divino vive sob ameaça em razão de vários fatores. “Nós entendemos que em vez de ameaça, ela merece é um sim. E todos temos a obrigação de sermos um sim para o outro e para a sociedade em que vivemos”, disse Josué Melo, passando a comentar algumas proposições compartilhadas na obra.

Segundo o professor, algumas iniciativas como a ideia de focar no desenvolvimento humano e sustentável, integraram um projeto desenvolvido por ele em 1996. Ele defende que Feira precisa experimentar um desenvolvimento que possa partir não apenas do PIB (Produto Interno Bruto), mas do CPF das pessoas. Isso, contribuiria para melhorar a qualidade de vida da população, já que estaria se levando em consideração questões como educação e escolarização. “Nós, ainda estamos com índice de 6,9% de analfabetos no Município. E temos uma situação onde menos de 30% de nossa população possui nível médio completo. Isso é inadmissível numa cidade pujante como Feira”, apontou.

MELHORAR O NÍVEL DE ESCOLARIZAÇÃO

Como educador, ele afirmou que se angustia com isso, principalmente, sabendo que já existem cidades brasileiras contabilizando 70% de seus cidadãos neste nível educacional, diferente de Feira. Melhorando o nível de escolarização, acrescentou Josué Melo, consequentemente se alcança a melhoria do PIB municipal como um todo. Interligada a esta ideia, o livro propõe que Feira se torne uma “cidade educadora”, aderindo assim a um movimento puxado pela cidade de Barcelona (Espanha). Criar um ambiente propício ao desenvolvimento humano, garantir direitos culturais, promover inclusão e reduzir desigualdades, estão entre os principais objetivos da referida mobilização.

Outra proposição constante no “Sim à vida” é que a Princesa do Sertão possa acolher uma universidade federal em seu território. A UEFS (estadual) sozinha não dá conta da demanda. No entanto, a boa notícia, segundo professor Josué Melo, é que esse processo já está bem adiantado. Inclusive, com o nome da entidade, Universidade Federal Portal do Sertão, devidamente escolhido pela sociedade, e previsão de doação de terreno para a instituição. A Universidade, sediada em Feira, começará sua atividade com 14 cursos de graduação e 1.300 alunos que já estão estudando em espaço do Serviço de Integração de Migrantes (SIM). “Este projeto é fácil de ser aprovado, pois já tem base acadêmica e campus para começar. Agora é só continuar os investimentos, pois a universidade já nascerá funcionando”, frisou.

A transformação do antigo povoado São José (distrito de Maria Quitéria) em polo turístico e cultural de Feira, com a criação de um Centro Cultural/Teatral, foi mais uma sugestão citada pelo ex-reitor. A cidade nasceu ali, tendo no local seu berço e sítio histórico. Dentre as possibilidades, poderia ser feita a festa de São João inspirada no evento de Campina Grande/PB, o Memorial Maria Quitéria e um Museu Histórico de Feira. “É este livro que tenho a honra de colocar na mão de cada vereador e liderança desta Casa, a fim de que leiam, analisem e vejam a possibilidade de utilizar as propostas e mensagens contidas”, disse, assinalando a importância de preparar bem a chegada dos 200 anos da cidade.

ASCOM

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