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A Rodovia da Armadilha: a promessa que virou tragédia entre Aviário e Limoeiro

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Entregue como uma grande solução para desafogar o trânsito da BR-324, a ligação entre os bairros Aviário e Limoeiro, em Feira de Santana, transformou-se em uma das vias mais perigosas da cidade. A grave denúncia é feita pelo ex-vereador e ex-deputado Tom é Meu Amigo, que alerta: a obra foi entregue incompleta, sem segurança — e já cobrou uma vida.

Pista boa, perigo real

São mais de 2 mil metros de asfalto novo, mas sem nenhum redutor de velocidade, sem sinalização adequada e sem iluminação pública. Sem quebras-molas ou avisos, os motoristas passam em alta velocidade em uma via que ainda apresenta curvas e postes no trajeto.

O trágico resultado aconteceu no dia 3 de outubro: um veículo saiu da pista e bateu contra um poste em uma curva, causando a morte de Elisângela Ferreira Silva e deixando outras quatro vítimas — entre elas, duas crianças, uma de 7 anos e um bebê de apenas 7 meses.

A escuridão e a falta de responsabilidade

A denúncia aponta ainda outros graves problemas: a via não possui acostamento nem passagem para pedestres, e a iluminação pública virou um “jogo de empurra-empurra” entre os órgãos responsáveis. Enquanto as autoridades se remetem, a população do Limoeiro e do Aviário segue circulando no breu total, em trechos onde a escuridão é completa.

“Entregar asfalto sem segurança é irresponsabilidade”

Nas palavras de Tom é Meu Amigo:

“Foi vendida como um grande avanço, mas o que recebemos foi uma pista perigosa e inacabada. Uma intervenção feita às pressas que virou uma verdadeira armadilha. Entregar asfalto sem sinalização, sem iluminação e sem segurança não é obra — é negligência com a vida humana.”

A comunidade exige que as autoridades tomem providências com urgência: instalação de iluminação, sinalização, redutores de velocidade e, acima de tudo, responsabilidade sobre quem deve zelar pela segurança da população.

 A via está aberta, mas ainda não está segura. A pergunta que fica: quantas vidas precisam ser perdidas para que a responsabilidade chegue antes do asfalto?

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