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Tanquinho Abandonado: Falta de ação da Secretaria de Infraestrutura coloca população em risco e escancara descaso público

3 Min Leitura

Tanquinho vive dias difíceis. O que deveria ser um momento de renovação e esperança com as chuvas recentes, se transformou em um retrato escancarado do abandono e da desorganização que assolam o município. A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente parece ter perdido completamente o controle da situação, protagonizando verdadeiros absurdos administrativos.

O episódio mais emblemático desse descaso foi a decisão irresponsável de liberar, sem qualquer estudo técnico, a água represada no Minadouro — conhecido por alguns como “Fonte dos Milagres”. A ação precipitada não só causou desperdício de um recurso valioso, como resultou na morte de milhares de peixes. Um desastre ambiental causado, pasmem, pela própria gestão que deveria zelar pela sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

A revolta da população é justificada. O Minadouro, que poderia ser um polo turístico ou uma bela área de lazer, virou sinônimo de má gestão. E a situação é agravada pela inércia no pós-crise: a limpeza do local segue inacabada, e a água estagnada continua acumulada, gerando sérios riscos à saúde dos moradores da Rua Ana Silva e arredores.

Mas os problemas não param por aí.

Cidade tomada pelo lixo e pela omissão

A coleta de lixo em Tanquinho virou uma loteria. No bairro do Bom Gosto, moradores flagraram — em pleno domingo — o acúmulo de lixo às margens da entrada da cidade. A cena, repetida em diversos pontos do município, mostra que o serviço de limpeza pública está longe de cumprir seu papel.

Na principal rua da cidade, a Maria Quitéria, o cenário é ainda mais escandaloso. Descartes irregulares, supostamente feitos por uma conhecida rede de supermercados, seguem ignorados pelas autoridades. E o que chama atenção é o envolvimento político: a rede teria ligações familiares com uma secretária do governo e com membro da diretoria  do hospital municipal — que, por sua vez, parente de um suplente de vereador com cargo em outra secretaria. Um verdadeiro emaranhado de interesses que faz o poder público fechar os olhos para o óbvio.

Enquanto isso, a população paga o preço. Além dos riscos ambientais, Tanquinho enfrenta uma ameaça real à saúde pública. O município, outrora cheio de potencial, hoje é exemplo de má gestão, falta de responsabilidade e total ausência de planejamento.

É preciso mais responsabilidade!

A administração municipal precisa urgentemente sair do piloto automático e encarar seus erros com transparência e ação. Tanquinho não pode continuar refém de conchavos, omissões e decisões sem critério. O povo exige respostas, exige respeito — e, principalmente, exige dignidade.

A natureza tem feito sua parte. Agora é a vez do poder público fazer a sua.

 

 

 

 

 

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