O vereador Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos e Simão (Republicanos), foi suspenso após uma votação de um processo ético-disciplinar na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, nesta sexta-feira (9). Com 17 votos favoráveis, o decreto legislativo nº 033/2026 reconheceu a quebra do decoro parlamentar e estabeleceu que o vereador ficará 60 dias afastado do exercício do mandato.
Segundo informações apuradas pela TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, a decisão acontece após uma denúncia de que o vereador teria exigido que um assessor devolvesse parte do salário recebido pelo trabalho na Câmara. A prática, conhecida como “rachadinha”, foi revelada no início do ano.
Mensagens atribuídas ao vereador, comprovantes de transferências bancárias e um áudio foram revelados. Nas mensagens, Dinho dos Campinhos falava do suposto acordo feito com o assessor. Além da Câmara de Vereadores, a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público (MP-BA).
O g1 entrou em contato com o MP-BA para mais detalhes sobre apurações sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O portal também tenta contato com o vereador para um posicionamento sobre o caso, mas ainda não teve retorno.
Desde a denúncia, o caso esteve na Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista. Nesta sexta-feira, o órgão votou pela suspensão ou cassação do mandato do parlamentar municipal.
Os votos dos vereadores não foram revelados pela Casa Legislativa municipal. Entretanto, conforme apuração da TV Sudoeste, a vereadora Gabriela Garrido (PV), relatora do processo, pediu pela cassação do mandado de Dinho dos Campinhos.
Ela argumentou, em relatório, que o vereador teria ameaçado e intimidado o assessor para conseguir os repasses do salário e tentado aliciar, oferecendo quantias de até R$ 20 mil para apagar dos comprovantes de transferências bancárias.
Já o vereador Luis Carlos Dudé (União Brasil) concordou que houve quebra do decoro parlamentar, mas argumentou que a suspensão é a penalidade prevista para o tipo de transgressão. Além disso, ele defendeu que a instrução não esgotou as possibilidades de esclarecimento sobre o caso.
Fonte G1




