O prefeito José Ronaldo que é um homem de força inquestionável dentro da administração pública, ele agora vive uma aparente contradição: à medida que a campanha avança, seu caminho nas ruas parece cada vez mais solitário — especialmente quando o assunto é a corrida à Presidência da República.
Em meio ao calor dos debates e à reta final das eleições, o grupo liderado por Zé Ronaldo segue sem uma definição clara e pública de candidato à Presidência. Embora tenha declarado em um dado momento que votaria em Flávio Bolsonaro, na prática nem ele, nem o candidato a governador ACM Neto, nem a maioria dos vereadores e candidatos de sua base têm investido em campanha ou divulgado abertamente qualquer nome para o Planalto. Não há menção, não há propaganda, não há definição apresentada ao eleitorado.
Do outro lado, o contraste é evidente. No campo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), grupo liderado pelo deputado federal José (PT), a unidade é absoluta: Lula é o nome que serve de pilar para todas as candidaturas. Candidatos a deputado, senador e governador — todos, sem exceção — carregam, cantam e defendem o nome de seu líder como referência maior do projeto. A mensagem é única, visível e constante.
Enquanto um lado apresenta sua bandeira com clareza, o grupo de Zé Ronaldo segue em silêncio. A ausência de menção ao candidato presidencial não passa despercebida e levanta uma pergunta que ecoa entre eleitores e observadores políticos: o que está por trás dessa escolha de não escolher? Por que omitir o nome e o número que deveriam guiar a decisão do eleitorado?
Há poucos dias do pleito, a estratégia — ou a indefinição — permanece sem explicação oficial. O líder que sempre guiou caminhos agora deixa um caminho sem rumo claro para a Presidência. E o silêncio, neste momento, fala mais alto do que qualquer discurso.




