Moradores do Corredor do Crispim, na Fazenda Rumo São José, distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana, vivem dias de indignação e sofrimento após ficarem mais de três dias sem energia elétrica, sem qualquer solução apresentada pela concessionária responsável pelo serviço.
Segundo relatos da comunidade, o problema começou na última segunda-feira (2), por volta das 11h, quando a energia foi interrompida repentinamente. Desde então, mesmo diante de diversos apelos feitos por moradores em programas de rádio e pedidos de intervenção por parte de lideranças políticas — entre elas vereadores e suplentes — nenhuma providência concreta foi tomada para restabelecer o fornecimento.
A falta de resposta da concessionária Coelba tem revoltado os moradores, que se sentem abandonados diante de uma situação que já provoca prejuízos e transtornos significativos. Há relatos de perda de alimentos, dificuldades no armazenamento de produtos e até prejuízos no funcionamento de pequenos comércios da localidade.
De acordo com um morador da comunidade, a suspeita é que um transformador tenha estourado, o que teria provocado a interrupção do fornecimento de energia em toda a região.
“Lamentavelmente ninguém das autoridades públicas se manifestou até agora para ajudar, nem a prefeitura e nem o Governo do Estado. Não há quem fiscalize a empresa e ela vai torturando a população. Desde segunda estamos sem energia, já perdemos muitos alimentos e estamos passando por humilhação”, desabafou um morador.
A situação tem gerado forte sentimento de abandono e falta de respeito com a população da zona rural, que depende da energia elétrica para atividades básicas do dia a dia.
Moradores cobram uma resposta urgente da concessionária e a intervenção das autoridades competentes, para que o problema seja solucionado o mais rápido possível. A comunidade também pede mais fiscalização sobre os serviços prestados pela empresa Coelba responsável pelo fornecimento de energia na Bahia.
Enquanto a solução não chega, famílias do Corredor do Crispim seguem enfrentando dias difíceis, na esperança de que o clamor da comunidade seja finalmente ouvido e que providências sejam tomadas para devolver dignidade e normalidade à vida dos moradores.





