Feira de Santana, 1º de agosto de 2025 — O mês de agosto marca uma importante campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher: o Agosto Lilás. É um período de conscientização e mobilização social. Mas, infelizmente, também é um tempo em que novas denúncias continuam a escancarar uma triste realidade: muitas mulheres ainda vivem diariamente sob o medo, a dor e o silêncio.
No último sábado, 26 de julho, a jovem Juliana foi covardemente agredida pelo próprio companheiro, o ex-jogador Igor Cabral. Segundo relatos, ela recebeu mais de 60 socos e precisará passar por uma cirurgia de reconstrução facial. Antes disso, foi ameaçada de morte. Tudo porque se recusou a abrir a porta, tentando apenas se proteger da fúria de quem deveria cuidar e respeitar.
Diante desse episódio que choca e revolta, a secretária municipal de Ação Social, Gerusa Sampaio, manifestou sua indignação e reafirmou o compromisso da gestão em ampliar a rede de proteção às mulheres em situação de violência.
“Como mulher, mãe, gestora pública e, acima de tudo, como ser humano, me recuso a normalizar essa violência. É revoltante, inaceitável e precisa ser combatida com urgência, todos os dias, em todos os espaços. Juliana, sua dor não será ignorada. Receba minha solidariedade e respeito”, declarou Gerusa.
A secretária destacou que o Agosto Lilás é muito mais do que uma campanha simbólica: é um chamado à ação, ao fortalecimento das políticas públicas, ao empoderamento feminino e à quebra do ciclo da violência.
Ações em destaque da Secretaria de Ação Social
Durante o Agosto Lilás, a Secretaria de Ação Social está promovendo uma série de atividades voltadas à prevenção, orientação e acolhimento:
Rodas de conversa em escolas e comunidades sobre violência doméstica e os tipos de agressão (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial);
Capacitações com agentes de saúde, conselheiros tutelares e lideranças comunitárias para identificação e encaminhamento de casos;
Campanhas educativas nas redes sociais e mídia local, reforçando os canais de denúncia e apoio;
Reforço no atendimento do CREAS e da Casa Abrigo, com apoio psicológico, jurídico e social para mulheres em situação de risco.
Gerusa também lembrou que a violência contra a mulher é um problema coletivo, e não individual. “Não podemos permitir que nenhuma mulher precise escolher entre o medo e a sobrevivência. É nosso dever, como sociedade, criar redes de apoio reais e eficazes”, afirmou.
Denuncie. Você não está sozinha.
Casos como o de Juliana são dolorosos, mas servem como alerta: é preciso denunciar, acolher e agir. Ligue 180 ou procure o CRAM, o CREAS ou a Delegacia da Mulher. Toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade.
Com informações da ASCOM





