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Após polêmica de “passar fome”, Zé Ronaldo nomeia Cristovaldo de Jesus para cargo de salário mínimo na Prefeitura

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Após meses de espera, polêmicas públicas e até declarações de que chegou a passar fome, o ativista político Cristovaldo Neves de Jesus finalmente foi nomeado para um cargo na Prefeitura de Feira de Santana. O ato de nomeação foi publicado no Diário Oficial deste sábado (14), por meio do Decreto Individual nº 1031/2025, assinado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.

Cristovaldo vai ocupar o cargo de Agente Regional da Administração Regional I, vinculado à Secretaria Municipal de Governo, com símbolo DA-6, o menor nível de cargo comissionado na estrutura administrativa do município — equivalente, em termos de remuneração, a um salário mínimo.

A nomeação ocorre após uma série de cobranças internas e externas dirigidas ao prefeito, especialmente por parte de lideranças políticas de base que viam a demora como uma espécie de ingratidão. Vale lembrar que Cristovaldo foi um dos poucos que permaneceram ao lado de Zé Ronaldo nos tempos difíceis, logo após o ex-prefeito amargar o desgaste político de ter sido preterido na chapa majoritária de ACM Neto ao Governo da Bahia em 2022.

Naquele período, com Zé Ronaldo politicamente desacreditado, Cristovaldo foi para as ruas, articulou, buscou novas lideranças e ajudou a reconstruir o capital político que mais tarde viabilizou o retorno de Ronaldo ao comando da Prefeitura de Feira.

Mesmo com essa trajetória de lealdade, a ausência de espaço no governo municipal levou Cristovaldo a desabafar publicamente. Em declarações recentes, ele revelou estar enfrentando sérias dificuldades financeiras e chegou a dizer que passava fome. O caso gerou forte repercussão nos bastidores da política local e nas redes sociais.

Outro fator que parece ter acelerado a nomeação foi o recente encontro de Cristovaldo com o deputado federal Pastor Sargento Isidório, de quem já foi assessor parlamentar. A aproximação gerou burburinho no meio político, levantando especulações sobre uma possível migração de apoio, o que pode ter servido como alerta vermelho no núcleo político de Zé Ronaldo.

Embora finalmente contemplado, o cargo oferecido ao  articulador de base está longe de ser um prêmio de consolação compatível com sua trajetória de militância. A decisão de nomeá-lo para um posto de menor expressão financeira, com salário modesto, foi vista por muitos como uma resposta “simbólica” — quase uma forma de silenciar as críticas, mas sem dar a ele um espaço de maior influência dentro da administração.

A pergunta que fica agora nos corredores da política feirense: o gesto de nomeação apazigua ou apenas prolonga a insatisfação?

*Na foto, Cristovaldo está entre o deputado estadual João e o deputado federal Pastor Isidoro.*

 

 

 

 

 

 

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