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Humberto Cedraz detona bomba atômica no governo de Feira de Santana: contratos dobram de valor em um ano — ‘sombras do passado’ mostram disparidade expressiva

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Na Coluna Ponto e Vírgula do Jornal Folha do Estado, desta terça-feira (16), o jornalista Humberto Cedraz entrega uma denúncia grave que sacode as bases da gestão municipal: contratos com os mesmos conteúdos, mesmas empresas e mesmo público-alvo estão sendo contratados por valores que chegam a dobrar em relação ao governo passado — e tudo sob o selo da “inexigibilidade”, que deveria ser reservado a produtos únicos.

A primeira bomba explode nos concursos públicos. Em tempos do governo Colbert Martins Filho, um edital para 592 vagas foi fechado com a IBFC — empresa que já realizou concursos exitosos para a Câmara e a Polícia Federal, sem nenhuma queixa pública ou interna — por R$ 2.266.631,40. Ou seja, R$ 3.828 por aprovado. Agora, o novo contrato, para 1.000 vagas, chega a R$ 6,6 milhões: R$ 6.600 por aprovado, quase o dobro do valor anterior. “Quando puxa o fio do novelo, sempre se encontra o fim”, diz um ex-membro do governo passado, que pediu sigilo por segurança. O fim que eles buscam? A justificativa que ainda não veio.

Mas a reviravolta não para por aí. Outra “sombra” do governo anterior, protegida pela lei da imprensa, chamou a atenção para o programa Speak Up, de ensino de inglês para alunos da rede municipal. No ano passado, na gestão da professora Anaci Paim, o contrato com a ACBEU foi fechado por R$ 894.054,16. Se renovado com ajuste de 5% pela inflação, chegaria a R$ 939 mil. Mas o mesmo contrato, com a mesma empresa e mesmo programa, também por inexigibilidade, foi assinado agora por R$ 1.774.073 — um aumento de 100%!

“inexigibilidade se aplica a um produto único, diferente das outras”, questiona Cedraz na coluna. “Será que tinha algo especial para justificar isso? Só se tivessem contratado uma professorinha de Manchester, da Rua Piccadilly Gardens — aí sim, faz diferença!”, brinca o jornalista, em tom que não disfarça a gravidade da denúncia.

E é exatamente neste ponto que Humberto Cedraz aparece como um verdadeiro super-herói do futuro — um guardião que parece ter atravessado o tempo para colocar um alerta nos gestores feirenses. Não é por malícia que ele levanta essas questões, mas sim para que eles possam ponderar: se seguir por esse caminho, seria possível enfrentar grandes tormentos junto à justiça no futuro? Porque no horizonte, paira o STF — figura que para muitos se assemelha a um grande vilão, capaz de impor penalidades a quem jura que nada fez de errado e que pode sentir como excessivas. Cedraz não quer ser o autor da ruína, mas sim o precursor que acende o farol para que o navio não encalhe em águas perigosas — uma possibilidade, e não uma certeza. O alerta está dado: o futuro, como ele parece saber, pode reservar consequências que ninguém deseja — e cabe aos gestores refletir sobre o caminho a seguir.

 

 

 

 

 

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