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Câmara de Feira de Santana prepara ação judicial contra Deyvid Bacelar após acusação de compra de votos virar polêmica

3 Min Leitura

Vereadores unidos exigem nome do acusado e ameaçam com processo criminal; clima na sessão foi de total repúdio às declarações do ex-candidato

A Câmara Municipal de Feira de Santana decidiu ir à Justiça contra o ex-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar, após declarações feitas por ele abalarem a reputação de todo o Legislativo Municipal. A decisão foi tomada durante a sessão desta terça-feira (13), em meio a uma verdadeira avalanche de críticas e indignação por parte dos vereadores.

Bacelar afirmou, sem citar nomes, que teria recebido de um vereador uma suposta proposta: 1.500 votos em troca de R$ 300.000,00. A declaração caiu como uma bomba entre os edis, que não aceitaram a acusação genérica e passaram a cobrar, de forma uníssona, que ele apresente provas e o nome do responsável — ou que se retrate publicamente.

“Ou ele prova com nome e sobrenome, ou ele mancha a honra de 21 vereadores que trabalham com dignidade nesta Casa”, disparou o vereador José Carneiro Rocha (União Brasil), líder do governo e um dos mais experientes da Casa. Em discurso firme, Rocha exigiu que Deyvid Bacelar se pronuncie e dê a identidade de quem teria feito tal oferta.

A cobrança se repetiu em vários apartes. Diversos vereadores usaram a palavra para questionar: como uma acusação tão grave pode ser feita sem que se diga quem é a pessoa? O silêncio sobre o nome, para os edis, significa que a suspeita recai sobre todos, colocando em xeque a lisura do parlamento feirense.

O presidente da Câmara, vereador Marcos Lima, não hesitou: acionou o departamento jurídico da Casa e autorizou medidas judiciais contra o ex-candidato, inclusive com apuração criminal das declarações. Segundo ele, a instituição não pode ficar desprotegida diante de afirmações que não trazem nenhuma identificação do suposto autor.

Também há uma proposta em estudo para convocar formalmente Deyvid Bacelar para comparecer à Câmara, onde seria sabatinado pelos vereadores, com o objetivo de que ele revele quem seria o edil envolvido na suposta negociação. Se confirmada, a audiência promete ser um dos capítulos mais tensos da política feirense neste ano.

Enquanto isso, a pergunta que não quer calar nas ruas, nos gabinetes e agora na Justiça é: quem é o vereador? E se não há nome, por que fazer a acusação? A resposta, agora, Bacelar terá que dar — não só à imprensa, mas ao Judiciário.

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