Em entrevista impactante ao programa “Rota da Informação”, o Dr. Nilo Jorge Leão lançou um alerta sobre o câncer de próstata, a segunda maior causa de morte por câncer entre homens no Brasil, com 15 mil óbitos anuais. O especialista enfatizou que o diagnóstico precoce tem o potencial de reduzir essa alarmante estatística em até 90%.
A entrevista, conduzida pelo radialista Osvaldo Cruz, ocorreu na noite de quinta-feira (6) durante o evento “Quebrando Preconceito”, promovido pelo Sindicato dos Bancários de Feira de Santana no auditório da Unifat. Na ocasião, Dr. Leão detalhou os principais fatores de risco para a doença, como obesidade, sedentarismo e dietas ricas em gorduras trans e saturadas, presentes em muitos alimentos industrializados. Ele ressaltou a importância da prevenção através de exercícios físicos e alimentação saudável.
Contudo, o médico foi enfático ao afirmar que, para homens com riscos genéticos, hereditários ou para homens negros, que apresentam maior predisposição ao câncer de próstata, o diagnóstico precoce é a chave para a cura.
Dr. Leão também desmistificou a crença de que um PSA baixo ou uma próstata pequena eliminam a necessidade do exame de toque. “Tamanho de próstata e câncer não têm nada a ver”, alertou, explicando que o ultrassom, quando realizado isoladamente, sem o toque e o PSA, pode gerar uma falsa sensação de segurança. O rastreamento correto, segundo ele, deve combinar o exame de toque retal (TOC) e o exame de sangue PSA. Alterações em um dos exames devem levar à realização de ressonância e, se necessário, biópsia.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda a realização de exames anuais a partir dos 50 anos para a população geral. Para homens negros ou com histórico familiar (pai ou irmãos) de câncer de próstata, a recomendação é iniciar o rastreamento mais cedo, aos 45 anos.
A conscientização sobre a importância da prevenção e a adesão aos exames de rastreamento são medidas vitais para salvar vidas e combater o câncer de próstata no Brasil.






