Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Caseb não tem dono: a política da assinatura de papel não cola mais

3 Min Leitura

As discussões acaloradas no plenário da Câmara Municipal de Feira de Santana, na última terça-feira (24), sobre as obras do bairro do Caseb, acenderam não apenas o debate entre vereadores, mas principalmente a curiosidade dos moradores da comunidade, que queriam entender: afinal, quem realmente trabalhou para que as obras chegassem ao bairro?

Após levantamento realizado pelo site Rota da Informação, constatou-se que não existe nenhuma obra no bairro do Caseb com assinaturas políticas do vereador veterano Lulinha da Conceição. A informação contraria o discurso apresentado em plenário e reforça uma prática antiga da política: tentar “pegar carona” em conquistas alheias, conforme foi dito pelo edil Josivaldo Santana.

O único elo político que o vereador mantinha com o bairro era o gerente da unidade de saúde local, que rompeu politicamente, disputou a eleição de 2024 e tornou-se primeiro suplente, mostrando, inclusive, força política própria e independência.

O Caseb, na verdade, tem uma característica muito clara ao longo da sua história: nunca foi bairro de cabresto, nunca foi de porteira fechada e nunca teve dono. Prova disso é que grandes lideranças sempre mantiveram relação com a comunidade, independentemente de voto amarrado ou currais eleitorais. O bairro, inclusive, já elegeu três vereadores moradores da própria localidade, mostrando sua força e independência política.

Hoje, a maior liderança política local é Mauro da Saúde, nome reconhecido dentro da comunidade pela sua atuação e presença constante, algo que, para o morador, vale muito mais do que discurso em tribuna.

Outro ponto que precisa ser registrado é o reconhecimento dos moradores ao vereador Josivaldo Santana, que de fato buscou recursos, apresentou solicitações e, além das obras anunciadas, também sugeriu a construção de uma creche para o bairro — uma demanda antiga das famílias da região.

Diante dos fatos, a conclusão é simples e direta: o bairro do Caseb não precisa de dono, não precisa de papel assinado em cima da hora e nem de oportunista de ocasião. O bairro precisa de representantes com visão, coragem e, principalmente, compromisso verdadeiro com o povo.

Em tempos de informação rápida e moradores cada vez mais atentos, tentar se apropriar de obras e conquistas sem histórico de atuação não cola mais. A política mudou — e o eleitor também.

Compartilhe este artigo