O início do fim do mandato do prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins MDB, foi marcado com mais de dez pedidos de Cassação apresentados na Câmara Municipal. O mandato do prefeito está com dias contados.
O ápice da decisão para o afastamento do prefeito foi a tentativa de burlar a Lei, anunciando reajuste de servidores via Decreto.
Outro assunto que pesou muito nas decisões de que chegou a hora da Cassação, foi o fechamento da CPI da Saúde, onde ficou evidenciado fraudes nos contratos da prefeitura com as cooperativas. A trágica participação do secretário de saúde Marcelo Brito nos seus dois depoimentos que além de não conseguir explicar as falhas da sua gestão, teve uma espécie amnésia ( apagão mental ) e não lembrou de absolutamente nada e de ninguém envolvido no processo de uma suposta auditoria e consultoria feita ele na UPA- Unidade de Pronto Atendimento do bairro Queimadinha.
A participação do secretário foi fundamental para a conclusão de que não dá mais para manter no poder o atual prefeito.
Em uma reunião realizada em um bairro nobre da cidade na última quarta-feira (20), vereadores a portas fechadas selaram uma espécie de pacto e nada fará com que o grupo mude a posição da decisão tomada ( o presidente da Casa Fernando Torres PSD não participou). O processo de cassação do prefeito Colbert Martins é irremediável e deve ter início na próxima semana.
Do outro lado, o assédio aos edis é grande visto aos pedidos de Cassação, o governo resolveu de forma tardia agir para tentar salvar o mandato do prefeito. Inclusive, já houve nomeação de um irmão de um dos vereadores na tentativa de barrar o avanço do processo. Mas, pela informação que se tem, a cassação é decisão tomada, concretizada e não haverá arrego.





