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Colbert tira o braço da seringa e não assume responsabilidade sobre dívidas deixadas na prefeitura: “São da prefeitura, não minhas”

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Em entrevista concedida nesta segunda-feira (07) ao programa Altos Papos, da Rádio Princesa FM, o ex-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho (sem partido), afirmou que os débitos herdados por seu sucessor, José Ronaldo (União Brasil), não são de sua responsabilidade pessoal, mas da própria administração municipal. A declaração vem em meio a uma série de críticas feitas por representantes da cultura, terceirizados da saúde e fornecedores de serviços, que cobram pagamentos em atraso da gestão anterior.

Colbert, que governou Feira de 2018 a 2024 e recentemente foi nomeado assessor especial da Secretaria de Governo da Prefeitura de Salvador, buscou contextualizar a situação, alegando que também recebeu pendências quando assumiu o governo após a saída de José Ronaldo, em 2018, mas que, segundo ele, conseguiu reorganizar as contas públicas.

“Quando eu assumi o governo em 2018, recebi ‘alguns problemas’ [dívidas] e corrigi todos, porque, afinal de contas, somos o mesmo grupo. Em 2024, se aconteceram alguns problemas, esses problemas são da prefeitura de Feira, não débitos pessoais meus, como não foram e não serão nunca de Zé Ronaldo, de Tarcízio [Pimenta, ex-prefeito] ou de quaisquer outros”, declarou.

A fala do ex-prefeito repercute num momento em que o atual governo tenta reequilibrar as contas do município e enfrentar o desgaste com categorias que alegam abandono e falta de pagamento por serviços prestados ainda no governo Colbert.

A entrevista também reforça a tentativa do ex-prefeito de se desvincular diretamente da responsabilidade pelas dívidas herdadas, apesar de pertencer ao mesmo grupo político que há décadas comanda Feira de Santana. Para Colbert, a responsabilidade deve ser tratada como institucional, e não como um ônus individual de cada gestor.

O pronunciamento ocorre em meio a um cenário político em que as alianças do grupo situacionista começam a ser novamente reorganizadas para as eleições de 2026.

 

Fonte: Altos Papos

 

 

 

 

 

 

 

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