Não é de hoje que os técnicos que ocupam cargos na Prefeitura de Feira de Santana, reclamam dos baixos salários pagos para funções que exigem alto conhecimento técnico e muita dedicação. Durante essa semana, o assunto voltou a ficar mais acirrado quando foi anunciado o congelamento dos salários dos vereadores.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Torres, os edis juntamente com a mesa diretora da Casa Legislativa feirense, decidiram não promover o salário aprovado para o exercício de 2021 a 2024. Os vereadores receberão os salários do ano de 2020 ou seja 16 mil reais e não os 18 mil aprovados. O congelamento seria por todo ano de 2021.
Se o efeito for extensivo aos cargos do executivo trará dificuldades para o prefeito Colbert Martins na formação de seu quadro técnico no secretariado. O alcaide já disse que está tendo dificuldade em montar o quadro, dado aos salários que não são compatíveis com os exigidos.
Outra situação que deverá ser enfrentada é a baixa qualidade para os cargos de segundo e terceiro escalão, os salários baixíssimos, obriga o prefeito a nomear políticos e não técnicos para os cargos, o que tem refletido muito nos rendimentos do atendimento das necessidades da cidade.
Com os salários congelados em 16 mil, muitos se recusam a deixar suas atividades para se dedicar a uma pasta no município. São pastas técnicas, Saúde (médicos e enfermeiros), Fazenda (auditores ficais), Desenvolvimento Urbano, Meio Ambiente, Planejamento, Superintendências, Administração e Seprev.
O congelamento que deve ser confirmado nesta segunda-feira (11), pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Torres, certamente trará dificuldades para o prefeito na formação de seu quadro técnico. Por falta de nomes novos que aceite o desafio, o alcaide vai formando seu quadro com o já tem, velhos nomes conhecidos da sociedade e que não trazem mudanças algumas, por apresentarem as mesmas linhas de trabalho.





