Na tarde desta sexta-feira (07), uma verdadeira revolta política sacudiu o Partido Progressista (PP) em Feira de Santana. Em um encontro estratégico no escritório de Paulão do Caldeirão, vereadores e suplentes do partido deixaram claro que não estão mais dispostos a seguir cegamente as ordens da direção municipal.
Os vereadores eleitos Pastor Valdemir, Luiz da Feira, Ron do Povo, e os suplentes Paulão do Caldeirão, Emerson Minho e Pedro Cícero se reuniram para discutir o futuro deles e do partido na cidade e, surpreendentemente, tomaram decisões importantes sem a presença ou aprovação do líder partidário.
Por cerca de três horas, o grupo debateu temas cruciais, como o papel do PP nas eleições de 2024, o fortalecimento da legenda e, principalmente, a insatisfação generalizada com a atual condução do partido. O descontentamento ficou evidente quando decidiu que, nas próximas semanas, uma nova reunião será realizada para formalizar à imprensa uma posição definitiva – o que pode abalar as estruturas do PP em Feira de Santana.
Vereadores desafiam direção e tomam decisões sem o partido
O momento mais explosivo do encontro foi a decisão de que esses vereadores e suplentes irão definir, de forma independente, seus apoios para as eleições de governador da Bahia, deputados estaduais, federais e senadores. Sem consultar a cúpula do PP, eles querem escolher seus próprios candidatos, demonstrando uma força política que pode redesenhar o cenário eleitoral local.
Além disso, a possibilidade de lançar candidatos próprios para deputado estadual e federal foi comprovada com seriedade, reforçando que o grupo tem ambições que vão além da esfera municipal. Com mais de 20 mil votos somados nas últimas eleições, esses vereadores e suplentes deixam claro que podem se tornar uma força autônoma, caso o PP não os ouça.
Racha iminente: qual será o futuro do PP em Feira de Santana?
A crise está instalada, e a tensão cresce. Se a direção do PP não agir rapidamente para conter essa insatisfação, o partido poderá enfrentar uma debandada de lideranças expressivas e perder força nas eleições de 2026.
A reunião planejada acontecerá nas próximas semanas, e a grande questão é: haverá um rompimento oficial ou um acordo será costurado nos bastidores? De uma forma ou de outra, o PP de Feira de Santana está à beira de uma política de reviravolta que pode mudar o jogo.





