Considerado um nome forte no eleitorado do Feira X, onde reside, para tentar a permanência na Câmara, o vereador Isaías de Diogo (MDB) disse nesta segunda (14), em pronunciamento na Casa da Cidadania, não entender o porquê de ter obtido “apenas 400 votos” naquele que é um dos maiores bairros da cidade.
O número, muito abaixo do projetado, é considerado suspeito, diz Isaías. Além do seu trabalho político, que teria resultado em importantes conquistas para a população local, o prefeito Colbert Martins Filho “intensificou as ações por lá” nos últimos meses. Assim, raciocina, não somente ele, mas “todos os que conhecem o bairro e a política em Feira acreditavam em uma expressiva votação” sua na comunidade, “alguns até dando como certa a reeleição”.
Não aconteceu “mas nada justifica eu ter tido apenas esses votos por lá, pois os que estavam me apoiando foram efetivamente às urnas”, diz o vereador – ele não conquistou aquele que seria o seu terceiro mandato legislativo. O vereador afirma que, “se houve mesmo fraude”, não entende como o responsável por este ato “pode dormir tranquilo”, já que muitos foram prejudicados.
Fim das coligações
Isaías voltou a criticar o fim das coligações partidárias para a eleição proporcional (de vereadores), determinado pelo Congresso Nacional. “Eu queria que os deputados fossem ao gabinete do presidente do TSE, ministro Luiz Roberto Barroso, para ele dizer o que houve nas eleições. É muito voto”, observa, em relação aos 2.400 que obteve e não conseguiu se reeleger.
Ascom





