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Desesperador: familiares de servidores terceirizados da Prefeitura de Feira de Santana denunciam fome, miséria e abandono

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A Prefeitura de Feira de Santana está sendo alvo de graves denúncias por parte de servidores terceirizados que, sem receber direitos trabalhistas básicos, estão vivendo situações de fome e desespero. Vídeos gravados por familiares expõem a dura realidade de quem depende do salário para garantir a sobrevivência dentro de casa.

Em um dos relatos mais impactantes, uma jovem, filha de um trabalhador da empresa IDS – que presta serviços à Secretaria Municipal de Saúde –, mostrou os armários quase vazios e revelou o drama que sua família enfrenta.

— “A coisa não está boa aqui em casa não! O macarrão só dá para amanhã, o arroz a mesma coisa, o cuscuz ainda tem, mas o café acabou. Quero saber se é justo meu pai, assim como os colegas dele que trabalham na Saúde, ficarem dois meses sem receber o vale-refeição?”, questionou, em lágrimas.

A jovem também fez um duro apelo às autoridades municipais, criticando a indiferença do prefeito José Ronaldo e do secretário de Saúde, Rodrigo Matos:

— “Com certeza é fácil para o prefeito e para o secretário manterem suas dispensas cheias por dois ou três meses. Mas meu pai e os demais colegas não! Nós só queremos o que é nosso por direito. O que eles dizem no rádio não condiz com a nossa realidade. Tem famílias que já não têm nada para colocar na mesa.”

Outro vídeo, ainda mais perturbador, mostra familiares de servidores em prantos diante da falta de comida. A denúncia, segundo os trabalhadores, não é isolada: atinge diferentes empresas contratadas pela Prefeitura, espalhando sofrimento em diversas áreas, como Saúde e Educação. Há relatos de atraso de até oito meses nos repasses do vale-refeição.

Sem alternativas e sem resposta concreta da administração municipal, famílias clamam pela intervenção das autoridades e pelo apoio da imprensa para dar visibilidade ao que classificam como um “cenário de humilhação e miséria”.

— “Nós não pedimos nada além do que é nosso por direito. Estamos vivendo de favores, dependendo de vizinhos, parentes e da solidariedade das pessoas. Isso é desumano.”, desabafou outro trabalhador.

Enquanto isso, a Prefeitura permanece em silêncio, deixando centenas de famílias mergulhadas em um drama social que escancara a face mais cruel da precarização do trabalho terceirizado.

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