Em mais um capítulo da luta entre o lucro dos grandes bancos e os direitos de trabalhadores e clientes, Feira de Santana assiste ao anúncio do fechamento de uma das agências mais tradicionais do Itaú na cidade. Instalada há 31 anos na Avenida Maria Quitéria, a unidade deixará de funcionar no dia 21 de agosto, impactando diretamente 18 mil correntistas e 12 funcionários.
Mas a despedida não virá em silêncio.
Logo na manhã desta segunda-feira (14), bancários da cidade se mobilizaram em frente à agência para protestar contra a medida. Em clima de resistência, cartazes, palavras de ordem e discursos emocionados marcaram o ato que reafirma a garra dos trabalhadores bancários de Feira de Santana — reconhecidos em todo o estado como combativos, aguerridos e vigilantes contra os abusos dos banqueiros.
“Na última quinta-feira (10), recebemos a informação do fechamento. É uma agência com história, que atende milhares de pessoas. Encerrar assim é desrespeitoso com os clientes e com os trabalhadores”, desabafa uma das representantes sindicais.
Apesar do baque, os funcionários não serão demitidos — serão transferidos para outras unidades, em especial as da Avenida Getúlio Vargas. Os clientes também serão redistribuídos entre as três agências restantes da cidade, além da unidade Personnalité, voltada para o público de alta renda.
Sindicato atuante, luta constante
O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana tem sido incansável. Atento às movimentações do setor financeiro, se destaca como uma das vozes mais fortes e combativas da categoria na Bahia. Não se cala diante dos retrocessos e enfrenta, com coragem, as decisões que priorizam o lucro em detrimento das pessoas.
“A cada agência fechada, não perdemos apenas um prédio. Perdemos o acesso da população ao serviço bancário presencial, a confiança dos idosos, o vínculo com a comunidade. Mas seguimos na luta”, reforça a liderança sindical.
Reflexão necessária
O fechamento da agência na Maria Quitéria não é um caso isolado — faz parte de uma tendência nacional de redução do atendimento físico e digitalização forçada, o que prejudica especialmente os mais vulneráveis. Mas, em Feira, essa realidade encontra resistência.
Os bancários da cidade mostram que não aceitam calados o avanço do desmonte bancário. Com coragem, organização e o apoio do Sindicato, seguem firmes na defesa de seus direitos e dos interesses da população.
Com informações do Correio Bahia






