O governo de Feira de Santana virou uma verdadeira Feira de negócios e a prefeitura foi escancaradamente loteada, tanto que já dá inclusive para prever quem vai se eleger para a Câmara Municipal. Pré-candidatos que não tiver padrinho secretario esqueça eleição. É uma verdadeira Feira livre, é um entra e saí nos cargos comissionados que chega ser vergonhoso.
A lógica é a seguinte: Prefeito nomeia secretários que escolhe seus candidatos favoritos e passam a apoiar escancaradamente, sem deixar escolha para os demais pré-candidatos.
Secretaria de desenvolvimento social, vereador licenciado Pablo Roberto, não disputará eleição, mais apoia seu ex-chefe de gabinete, já dão como certa a eleição dele.
José Pinheiro é um veterano na secretaria de desenvolvimento urbano (quase 20 anos na pasta), deixou a pasta e assumiu a Superintendente de Operações e Manutenção, ou seja, todas as obras da cidade e recuperação das ruas e avenidas passam pelo crivo dele. Também tem seu filho como pré-candidato a vereador (na banca das apostas já tem uma cadeira).
Secretaria de prevenção a violência aí tem uma divisão, o secretario da pasta Major Moacir também tem seu pré-candidato (um ex-deputado federal). Nessa pasta, tem a briosa Guarda Municipal, apesar da instituição pertencer a Seprev, o controle está nas mãos de dois secretários Pablo e Moacir (bolo dividido).
Secretaria de serviços públicos, esta quem está na frete da pasta é um advogado, mas, quem assumia era o vereador licenciado Justiniano França (também não disputará eleição). Ele é cotado para assumir uma das secretarias mais ricas do município a secretaria de educação, pasta que poderá herdar após ter sido rejeitado como pré-candidato a vice-prefeito pelo grupo do governo. Este segundo informações denunciadas em meios de comunicação, apoia quatro pré-candidatos a vereador. A quem diga que ele ainda mantém influencia na secretaria de serviços públicos, assim terá duas pastas.
Com essas facilidades, fica fácil adivinhar quem vai se eleger para a Câmara Municipal, os apadrinhados largam na frente e ainda tem alguns vereadores de mandatos que tem suas indicações no governo e o que restará aos demais pré-candidatos? O processo de disputa pelas 21 vagas na Câmara Municipal deveria ser aberta e democrática, sem privilégios, mas, isso não acontece em Feira de Santana. Ao que parece o sistema já decidiu quem vai se eleger e quem ficará de fora.





