Seis meses após o início do quinto mandato do prefeito José Ronaldo, a Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana enfrenta um colapso administrativo que tem prejudicado diretamente a vida funcional de centenas de servidores. A ausência de pessoal no setor de Recursos Humanos (RH) tornou-se um dos símbolos mais claros da desorganização que assola a máquina pública municipal.
Desde a demissão em massa dos funcionários que atuavam no RH da Saúde, o governo não realizou a recomposição da equipe. O resultado é um setor praticamente paralisado, sem condições de atender às demandas básicas dos servidores.
Servidores à deriva
A situação tem gerado um verdadeiro caos. Férias, licenças-prêmio, progressões e outros direitos trabalhistas estão sendo negados ou simplesmente ignorados por falta de quem processe os pedidos. A ausência de prepostos no RH significa que qualquer solicitação fica sem resposta e sem previsão de solução.
Os mais prejudicados são justamente aqueles que estão na linha de frente da saúde pública: os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias. Sem o suporte administrativo mínimo, os trabalhadores seguem sem qualquer respaldo.
Falta de comando e despreparo técnico
Além da crise no RH, pesa sobre a gestão municipal outra grave denúncia: a nomeação de um coordenador de endemias sem experiência prática ou conhecimento técnico de campo. Segundo relatos de servidores, o coordenador desconhece as rotinas operacionais, o que tem dificultado ainda mais o andamento das ações de combate às doenças endêmicas na cidade.
“Quem deveria liderar, orientar e apoiar os agentes, simplesmente não sabe como o serviço funciona. Falta preparo e sobra ineficiência”, desabafa um servidor que pediu anonimato por medo de represálias.
Apagão por falta de pagamento
Como se não bastasse o cenário de abandono, o Centro de Endemias sofreu recentemente um corte de energia elétrica por falta de pagamento das contas. O episódio, que gerou mais um dia de paralisação, expôs o descaso com a infraestrutura básica e a má gestão dos recursos públicos.
Governo paralisado
Seis meses depois da posse, a impressão dentro da Secretaria de Saúde é de um governo desorientado, sem comando e incapaz de resolver problemas elementares da gestão pública. A promessa de eficiência, que marcou o discurso de campanha de José Ronaldo, até agora não saiu do papel.
Enquanto isso, os servidores seguem à própria sorte, acumulando prejuízos, frustrações e com seus direitos básicos ignorados.





