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Feira de Santana: Homem que recusou transportar paciente regulada para Simões Filho usava CRM de outro médico, denuncia Sobrinha

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A recusa do médico da UTI móvel na noite de segunda-feira 23, em levar a paciente Lucineide de Jesus Estrela, que está internada a 4 dias na Policlínica do Parque Ipê em Feira de Santana, vítima de AVC e que foi regulada para o Hospital  Ernesto Simões Filho, chamou atenção da equipe médica de policlínica e despertou a curiosidade da sobrinha da paciente. Ela acredita em fraude e vai denunciar na polícia.

Ao questionar alguns profissionais de saúde sobre a possibilidade do médico da unidade móvel em recusar transportar uma paciente,   Liliane Estrela Gomes (sobrinha da paciente), resolveu investigar.

“A ambulância chegou por volta de 1:00h, o médico avaliou a paciente e decidiu não levar. Ele disse que era porque ela era uma paciente em estado gravíssimo e não iria correr o risco de levá-la e ela evolui para óbito no caminho e ele ter que assumir. Questionei que mesmo que ela viesse a óbito não seria melhor correr o risco de tentar chegar a outro hospital do que ficar na policlínica sendo assistida apenas com soro, sedativo e oxigênio e o monitor cardíaco, que são os recursos que ela está tendo na Policlínica?”, informou Liliane. Mesmo assim, o médico da unidade móvel se recusou a levar e foi embora e o “médico da Policlínica não entendeu os motivos, porque até então, nunca existiu isso, de um médico não querer transportar uma paciente”.

A sobrinha da paciente internada na policlínica, relata o que descobriu.

“Voltei para casa e procurei investigar para ver se ele poderia ter feito isso, se recusar a levar e negar a ela esse atendimento. Liguei para a Ultravida a Empresa responsável pela UTI móvel que presta serviço para o Estado, eles me confirmaram o none do médico e o CRM,  acessei o site do CREMEB para consultar a situação do médico, para minha surpresa, a foto que aparece na ficha como dono do CRM não condiz com a pessoa que se apresentou na madrugada como médico, são pessoas totalmente distintas. Voltei a ligar para a Ultravida, falei com um funcionário chamado de Thiago, disse para ele que havia alguma coisa errado, pois a pessoa que estava na UTI móvel se passando por Manuel Júnior, que era o médico, não condizia com a foto que estava no CREMEB, ele ficou muito nervoso e me disse que eu tinha mentido para ele, pois, ele achou que eu era funcionária da Policlínica e que por isso teria confirmado as informações que eu não podia ter acesso e que se eu quisesse saber mais informações  que eu fosse para a justiça”, relatou.

Liliane Estrela informou ao site Rota da Informação que ainda nesta terça-feira 24,  vai a delegacia prestar queixa contra a “Empresa Ultravida e do médico, pois se ele está emprestando o CRM dele, ele vai ter que prestar conta”, conclui.

Ouça os áudios

 

 

 

 

 

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