Quando todos acreditavam que a CPI Comissão Parlamentar de Inquérito de Feira de Santana, não passaria de uma ameaça para barganhar cargos no governo municipal, ela saiu do papel e foi instalada. Quando a situação tentava descaracteriza-a, ela teve sua comissão formada.
Mas, na última quinta-feira (14), a CPI de fato teve início, com o depoimento do vereador Josse Paulo “Paulão”, que acendeu a chama da esperança da sociedade de saber o que realmente aconteceu no período das eleições de 2020, quando o governo distribuiu cestas básicas.
A sociedade tomava conhecimento através das redes sociais e da imprensa local, que estavam distribuindo cestas básicas no período de campanha eleitoral e que teria sido ampliado no espaço do segundo turno das eleições.
Como depoente na CPI, Paulão do Caldeirão, fez um apanhado dessas matérias conhecidas da sociedade, anexando-o a um DVD e apresentou de forma oficial como indícios para que a Comissão Parlamentar investigue e apure. A chama foi acesa e a Comissão, após apuração é quem vai dizer se o material apresentado por Paulão são ou não provas, porém, foi dada a largada.
Aqueles que não querem que as denúncias sejam apuradas, vão tentar desqualificar o material apresentado, mesmo sem saber o conteúdo do DVD.
Aconteceu de forma sistêmica uma tentativa de intimidação do depoente, com colocações e até conclusões sobre determinada prova, como: “O que de fato tem de concreto sobre as denúncias de distribuição das cestas básicas, pois até aqui tem apresentado suposições e achismo”, disse um edil. O questionamento do parlamentar, está carregado de pre-julgamentos, pois, as matérias apresentadas pelo depoente feitas pela imprensa local, são baseadas em denúncias e quase sempre da população.
Todo material que não tenha sido ainda apresentado são consideradas fictícias pois, para serem indícios tem que ser apresentadas por alguém, de forma oficial. Porque ainda não foram investigadas ou ainda apresentadas para que sejam avaliadas. A partir da apresentação, ainda que edis acreditem que sejam apenas “matérias” devem ser levadas em conta, pois, não se trata da credibilidade da Imprensa, mas, sim, de quem está a frente das investigações e caberá a eles (comissão) dizer se servem ou não como provas e ou como base para investigação.
Após o depoimento do vereador Paulão, a CPI passa de fato a existir, pois, tem agora nas mãos um depoimento, ainda que julguem nulo ou inócuo. Observe que, depois do depoimento, a relatora já adiantou a convocação de um secretario do governo. Então, como é que o material apresentado pelo edil em seu depoimento não tem peso de provas? Se a comissão não tivesse enxergado indícios não teria convocado uma autoridade a depor.
Aí invés de fazer coro aos que tentam descaracterizar as denúncias apresentadas, deveriam perguntar porque os edis estavam tão agitados se o conteúdo apresentado por Paulão não representava risco algum? A sociedade tem o que até agora para se apoiar a não ser o depoimento de Paulão? A CPI segue viva.





