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Feira de Santana: Zé Ronaldo recuperou sua liderança política com a vantagem de Neto no segundo turno?

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Os resultados das eleições no segundo turno em Feira de Santana mostrou um certo cruzar de braços do ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho (União). No primeiro turno das eleições na Bahia, ACM Neto (União), teve pouco mais de cinco mil votos de frente, mesmo tendo apoio do prefeito Colbert Martins (MDB) e do grupo ronaldista que comanda a cidade a mais de 20 anos. Um movimento no entanto, chamou a atenção e levou ao ex-prefeito acordar no segundo turno.

Pressentindo que o grupo seria derrotado, um jovem se levantou e exigiu que fosse montado um comitê de ACM Neto em Feira de Santana, que fosse  independente ao do candidato a deputado federal (Zé Chico). Na época, Yure Mota já tinha a visão que  ou reagia ou seria esmagado pelo potente grupo de oposição que tinha na liderança o deputado federal Zé Neto o Presidente da Câmara Municipal Fernando Torres PSD. Não deu outra, Yure estava certo. A votação de Neto em Feira não fluiu e o grupo passou vergonha.

No segundo turno, Zé Ronaldo acordou e partiu para cima, chamou seu grupo e foi em busca do voto perdido. Claro que temia a perda de sua liderança.

As eleições encerrou com os seguintes números  para governador da Bahia , ACM Neto (UNIÃO) recebeu mais votos em Feira de Santana (BA).

ACM recebeu 204.662 votos (58,95%) enquanto  seu adversário, Jerônimo (PT), teve a preferência de 41,05% dos eleitores e registrou 142.490 votos. Neto obteve  62.172 votos de frente.

Isso não significa que José Ronaldo recuperou sua liderança em Feira, pois, mesmo que seu candidato tenha ganhado na votação da cidade, perdeu na geral, sua eleição poderia ser a salvação do grupo ronaldista. Outro fator que põe em cheque o retorno do absolutismo de Ronaldo em Feira é que passou as eleições e o prefeito da cidade tem que se defender de acusações de uso e abuso do funcionalismo, inclusive com denúncias graves de assédio eleitoral o que daí pode-se explicar a votação que o candidato ACM  obteve no município e não pela força política do ex-prefeito.

Zé Ronaldo teria se vingado de ACM Neto por não ter le indicado para compor a chapa para o cargo de senador ou de vice-governador? Diante de uma pesquisa que apontava o crescimento e distanciamento de Jerônimo em Feira de Santana, o grupo ronaldista estaria em desespero e Zé em pânico.

No segundo turno, talvez pressentindo que a eleição era perdida, Zé deixou a coordenação  geral da campanha e voltou ao cenário municipal para cuidar de sua própria carreira, a de pré-candidato a prefeito em 2024, pois, sabia que se seu candidato fosse derrotado dentro do seu reduto, ficaria óbvio o seu desinteresse pela eleição de Neto. Também, Ronaldo teria dificuldade para se recuperar, caso Neto tivesse baixa votação em Feira no segundo turno, então, o ex-prefeito tratou de arregaçar as mangas e partir para o campo no intuito de atrair o máximo de votos para seu candidato o que demonstraria um certo fôlego político.

Na verdade, Ronaldo estava tentando salvar a própria pele e não reforçar a candidatura de Neto propriamente dito.  Assim, Zé Ronaldo deu o troco e ainda saiu por cima, aparentemente.

 

 

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