Um pouco da história da cidade, algo sobre o seu povo “acolhedor”, a importância rodoviária estratégica, relevância econômica para a Bahia e para o Nordeste. Além de todas essas abordagens, o presidente do Poder Legislativo de Feira de Santana, Marcos Lima (União), em discurso hoje (17) na Câmara dos Deputados, durante abertura da sessão solene pelo aniversário de emancipação política deste município, também chamou a atenção para uma demanda que, há décadas, inquieta os feirenses: o Aeroporto Governador João Durval Carneiro, tema bastante sensível a todos os segmentos, indústria ou comércio, patrões ou trabalhadores, médicos ou pacientes, estudantes ou professores.
Marcos Lima e um grupo de colegas vereadores encontraram em Brasília personalidades como o governador Jerônimo Rodrigues, o prefeito José Ronaldo, o deputado federal Zé Neto, deputados estaduais e representantes de diversas entidades da sociedade civil, para a terceira edição de um evento, político e institucional em que Feira de Santana é o destaque. O primeiro momento do seu pronunciamento foi dedicado à origem da cidade, no início do século XIX, nascendo do encontro do gado, da estrada e do comércio.
Lembrou que os primeiros passos institucionais aconteceram em 13 de novembro de 1832, quando foi elevada à categoria de Vila, por decreto imperial, sendo desmembrada do município de Cachoeira. Em agosto de 1833, registrou, a Câmara de Cachoeira deu posse aos primeiros vereadores — sete cidadãos escolhidos pelo voto popular, para um mandato de quatro anos. Pouco depois, em 18 de setembro de 1833, a primeira Câmara de Feira de Santana foi oficialmente instalada, “marcando o início da nossa trajetória como município emancipado”.
Cidade que “acolhe, constrói e lidera”, a Princesa do Sertão, que começou como uma fazenda e uma feira livre, é “lugar de luta e de superação”, disse ele, tendo como ponto forte a “energia de um povo empreendedor, que se reinventa a cada esquina”. Crescendo e atraindo cada vez mais comerciantes, tropeiros e famílias, consolidou-se como um dos principais centros de negócios da Bahia, com PIB de 17,3 bilhões, o terceiro maior do Estado. Polo universitário, é destaque por seu pujante comércio, além das áreas de saúde, industrial e logística, assinalou o dirigente da Câmara. “É palco de inovação, mas também guardiã de tradições históricas, como o Bando Anunciador, o Festival de Violeiros, a Micareta, o São João nos distritos, a Marcha para Jesus e tantas outras manifestações que mantêm viva a alma nordestina”, descreveu.
Marcos Lima observou, em seu discurso, a localização privilegiada de Feira de Santana, a pouco mais de 100 quilômetros da capital baiana, atravessada por três rodovias federais e três estaduais, o que a torna o mais importante entroncamento rodoviário do Norte-Nordeste, conectando diversas regiões da Bahia e do Brasil. É, também, sede da região metropolitana, com um parque industrial consolidado, orgulhosamente abrigando o Centro Industrial do Subaé — o CIS —, um dos maiores e mais relevantes da Bahia. Além disso, acrescentou, a cidade conta com um comércio expressivo, responsável por gerar milhares de empregos e impulsionar, de forma decisiva, o desenvolvimento econômico de toda a região.

AEROPORTO É GARGALO DO DESENVOLVIMENTO
Apesar de toda essa força comercial e industrial e de ser um importante centro de saúde e educação, atraindo gente de todas as regiões do Estado, Feira de Santana enfrenta um “gargalo” que não condiz com a grandeza da cidade, lamenta o presidente da Câmara: a ausência de uma infraestrutura aeroportuária à altura. Leia-se, Aeroporto Governador João Durval. Este foi o assunto com que Marco Lima encerrou o seu pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados. Ele fez um alerta e ao mesmo tempo um apelo, em vista deste equipamento, há mais de um ano, estar sem receber voos comerciais.
“Isso não se deve à falta de demanda ou à ausência de interesse da população ou do setor produtivo. A razão é clara e urgente”, afirmou. É necessária, completou, a ampliação da pista para que possamos receber aeronaves de maior porte e retomar a operação regular de voos comerciais”. Clamor de empresários, de trabalhadores, de estudantes, de todos aqueles que acreditam no crescimento de Feira de Santana. Um aeroporto funcional, diz o experiente vereador, não é um luxo, mas necessidade estratégica, infraestrutura básica “para que possamos continuar avançando e criando oportunidades”.
Ele disse estar se dedicando, junto aos seus pares, “a construir pontes entre o povo e o poder público, exercendo o mandato com escuta ativa, com transparência e com cooperação, porque acredito que o futuro se constrói com diálogo, planejamento e com união de forças — inclusive aqui, neste parlamento nacional”. Feira precisa ser vista, reconhecida e valorizada como o que ela é: uma metrópole estratégica do interior nordestino, com potencial para liderar agendas de desenvolvimento regional, de sustentabilidade e de inovação social.
Neste aniversário, portanto, assinalou o dirigente da Casa da Cidadania, não apenas é celebrado o passado de glórias, mas renova-se o compromisso com o futuro de inclusão e oportunidades para toda a população. Finalizou o discurso com “um apelo e uma promessa”. O apelo é ao Brasil, às autoridades governamentais e políticas, para que “olhem com carinho para Feira de Santana. Invistam, apoiem, construam parcerias”. A promessa é aos seus conterrâneos: “enquanto eu tiver saúde, voz e mandato, lutarei por nossa cidade com a lealdade de um filho e com a convicção de que Feira de Santana é, e sempre será, terra de fé, de força e de futuro”.
ASCOM





