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Médica Pediatra Dra. Lígia Campos explica os riscos e os cuidados com as crianças diante da pandemia da COVID-19

7 Min Leitura
Médica Pediatra Dra. Lígia Campos

Mesmo na quarentena é comum encontrar crianças acompanhadas dos pais em supermercados, praças e até mesmo nas ruas, porque às vezes os pais não tem com deixar as crianças e tem que levá-las de qualquer jeito. Essas crianças podem contrair o coronavírus?

-O mecanismo de contágio nas crianças é o mesmo dos adultos, que se dá através da entrada do vírus no corpo, principalmente pelo contato pessoa a pessoa, pelas gotículas em suspensão em forma de aerosol que ao entrar em contato com as vias áreas (nariz e boca) e olhos conseguem penetrar no corpo infectando o indivíduo, outra forma importante de contaminação é através das mãos, ao tocar em uma surperficie contaminada e ao levá-las a boca, nariz e olhos , da ai importância de algumas medidas como higienização das mãos com água e sabão/alcool em gel, evitar aglomerações além do uso de máscaras. Diversas outras formas de contágio ainda estão em estudo, mas essas são apontadas como as principais formas.

Crianças que tenham alguma doença quando infectadas podem ser consideradas pacientes de alto risco?

As crianças em sua maioria tem apresentado infecções por COVID19 de forma assintomática ou um quadro leve, porém esse quadro pode mudar a depender da cormobidade a qual criança sofre. Crianças com histórico doenças respiratórias como asma, hipertensas, portadoras de diabetes, obesas, ou qualquer outro fator que afete a imunidade, podem sim ser pacientes de risco. E um fator preocupante é o aumento da incidencia dessas comorbidades nas crianças. Deve-se destacar, ainda, que o COVID-19 é muito novo e não se sabe sobre eventuais consequências da doença que poderão surgir nos próximos anos ou décadas. O conselho é: previna-se e proteja seu filho independente da condição de saúde.

  Caso as crianças adoeçam elas podem ser transmissoras da covid-19?
Pesquisas em desenvolvimento em diversos países apontam, mesmo em casos assintomáticos ou quadro leve o portador do vírus pode transmitir pra demais pessoas, fazendo as crianças contaminadas potências transmissores.

 Na sua opinião, a retirada das crianças da escola foi uma medida acertada?
A sociedade toda passa por um momento muito difícil, onde as medidas mesmo corretas tem um preço alto sobre a vida das pessoas. Considerando a saúde publica, e as medidas propostas pelos epidemiologistas e tomadas pelos governantes no Brasil e no mundo é compreensível a medida.
No casos de crianças até 12 anos medidas de prevenção como uso continuo de máscaras, não levar as mãos ao rosto e distanciamento de 2 metro são ainda mais difíceis, as escolas precisarão passar por uma adaptação e um planejamento estratégico rígido para garantir a segurança na retomadas das atividades presenciais. Do ponto de vista da criança a vivência escolar é fundamental no processo de desenvolvimento neuropsicomotor. Torço para que encontrem o mais rápido uma vacina pra retornarmos a normalidade (mesmo que uma nova normalidade).

A quarentena tem deixado as crianças muito ansiosas.Como os pais devem agir com essas crianças?
Isso depende de cada faixa etária, mas é importante que os pais tenham serenidade para ajudar as crianças passarem por esse momento. As mudanças foram muito bruscas na rotina de todos. É importante buscar ajuda de profissionais especializados como psicopedagogos e psicólogos pediátricos sempre que notarem que essas mudanças estão afetando o comportamento da criança.

O recolhimento domiciliar protege as crianças do vírus nos primeiros anos de vida?
–    É a medida possível até o desenvolvimento de uma vacina, ou redução drásticas dos casos na localidade, tão importante quanto as crianças ficarem em casa, são os adultos que tem contato com essas crianças manterem medidas de proteção.

 Como reforçar a imunidade das crianças?     É importante destacar que até o momento não há outras maneiras de prevenir o contágio a não ser o distanciamento social e uma possível vacina. O que é fundamental para reforçar a imunidade em qualquer situação, é que os pais busquem para seus filhos, ofereçam e incentivem uma alimentação saudável, uma vida equilibrada com atividades físicas, descanso adequado, não sobrecarregar a crianças com atividades obrigatórias demasiadas. O uso de qualquer medicação ou formulação deve ser indicada por um médico ou profissional competente, de preferência sempre consultando o pediatra que acompanha a criança . Quais os conselhos que daria aos pais nesse momento?

É fundamental que os pais não descuidem da saúde das crianças, muitas pessoas tem deixado de ir aos consultórios e hospitais por conta do CoronaVirus, mas as crianças necessitam de acompanhamento médico adequado, pra isso é fundamental seguir com as consultas rotineiras e cumprir o calendário de vacinação. Os recém nascidos nesse aspecto precisam de atenção redobrada. Os pais precisam estar alertas aos sinais das crianças, e não adiar consultas de emergência, pois um atendimento postergado pode causar um impacto e um risco grande a saúde e alguns casos até a vida. As clínicas pediátricas na cidade estão fazendo excelente trabalho de prevenção, pra garantir aos seus colaboradores, aos pais e especialmente as crianças o atendimento seguro e eficaz.  Vamos seguir cuidando da saúde. Esse momento passará com fé em Deus, saúde à todos.

Dra. Lígia Campos é Pediatra com pos graduação em Neonatologia atua em grandes hospitais como Bambino, Hospital Estadual da Criança e Hospital da Mulher.

Por Luiz Mário Cerqueira

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