No próximo domingo (11), enquanto muitas famílias se reúnem ao redor da mesa para celebrar o amor materno, milhares de mães trabalhadoras terceirizadas da Prefeitura de Feira de Santana não terão sequer o básico para colocar no prato. O motivo? Mais uma vez, o salário prometido não caiu na conta. E com ele, também faltam o vale-refeição e o vale-transporte.
O drama dessas mulheres vai além do atraso no pagamento. Trata-se de uma ferida aberta, de um descaso que sangra o sustento de famílias inteiras. Em pleno Dia das Mães, data que celebra a força e a dedicação das mulheres que carregam o mundo nos braços, essas mães enfrentarão o silêncio da geladeira vazia e a angústia de não poder oferecer aos seus filhos o mínimo: uma refeição digna, um gesto de carinho à mesa, um momento de alívio.
É mais do que irresponsabilidade. É crueldade institucionalizada. José Ronaldo, que prometeu que “em seu governo ninguém receberia salários atrasados”, vê agora seu nome associado à dor de mães que clamam por justiça e respeito. As empresas terceirizadas, que deveriam zelar pela dignidade dos seus funcionários, ignoram prazos, compromissos e sobretudo, a humanidade dessas trabalhadoras.
Ao não garantir os salários em uma data tão simbólica, as empresas terceirizadas e o governo municipal violam não apenas contratos, mas também valores fundamentais: a dignidade, o respeito e o cuidado com quem sustenta escolas, postos de saúde e tantos outros serviços públicos com o suor do seu trabalho.
Não se trata de política, trata-se de humanidade. Cada mãe sem salário neste Dia das Mães representa uma criança sem presente, uma mesa sem comida, um coração sem esperança. Que não se cale essa dor, que não se apague essa indignação.
Feira de Santana precisa lembrar que por trás de cada crachá, há uma vida. E vidas não esperam promessas vazias – elas precisam de ação. Agora.





