Passadas as eleições de 2026, a política feirense entrou em ebulição. Mais do que um pleito encerrado, o resultado escancarou um cenário de mudança: o prefeito José Ronaldo (União Brasil) não conseguiu eleger praticamente nenhum candidato de seu grupo — perdeu na disputa para governador, senador, deputado federal e deputado estadual. A derrota não foi apenas eleitoral; foi um sinal claro de desgaste. A rejeição crescente de seu nome e o não cumprimento de promessas importantes — como a não construção do Hospital Geral Municipal, a fila de exames que não foi zerada e só aumentou, e obras prometidas que nunca saíram do papel — deixam sua administração cada vez mais conturbada e abrem espaço para uma renovação que já bate à porta.
De um lado: nomes que despontam da própria base
O enfraquecimento de José Ronaldo criou um vácuo que vários nomes já se preparam para ocupar. Dentro do próprio grupo, surgem nomes com força própria e apelo popular:
– Tom É Meu Amigo — figura querida e reconhecida nas ruas, carrega uma identidade forte com o povo feirense;
– Zé Chico — conquistou mais de 47 mil votos nas eleições de 2026, demonstrando um eleitorado fiel que segue crescendo;
– Carlos Geilson — nome consolidado na cena política local;
– José de Arimateia — figura histórica e respeitada;
– Dr. Targino Machado — aparece como um dos nomes mais fortalecidos do cenário atual, com prestígio e credibilidade consolidados.
Além disso, nomes que ganharam força nas eleições recentes também miram a Prefeitura:
– Dr. Thiago Gileno — com expressiva votação em Feira de Santana, mostrou que tem respaldo popular;
– Silva Neto — outro nome que cresce no imaginário eleitoral;
– Capitão Aldem — vem construindo uma trajetória sólida;
– Roberta Roma (PL) — deputada que pode chegar com força total à disputa municipal.
Do outro lado: a oposição se organiza com nomes viáveis
Enquanto um grupo tenta se rearticular, a oposição apresenta nomes já conhecidos e estruturados:
– Ângelo Almeida — nome histórico e com grande capilaridade na cidade;
– Zé Neto — deputado federal com votação consistente e forte presença em Feira, é o mais forte desta rede.
– Deyvid Bacelar — figura experiente e que demonstrou forte articulação política;
– Fernando Torres — nome tradicional e respeitado na política feirense;
– Jonathas Monteiro — cresce com propostas e renovação.
A surpresa que vem de dentro da Casa Legislativa
Há ainda um nome que vem ganhando força silenciosa, mas constante: o vereador e presidente da Câmara, Marcos Lima. Com apoio integral dos demais vereadores e uma ascensão meteórica nos últimos meses, ele surge como a possível grata surpresa de 2028 — um nome que conhece a fundo os problemas da cidade e que pode chegar sem o desgaste da atual gestão.
O cenário é de mudança
A verdade é que Feira de Santana sente que os tempos são outros. A insatisfação com promessas não cumpridas, obras paradas e serviços que pioraram criou um terreno fértil para renovação. O prefeito ainda tem tempo de administrar, mas o palco de 2028 já está sendo montado — e quem assiste de fora vê claramente: o ciclo de um reinado parece estar chegando ao fim, e uma nova geração já bate à porta.
A pergunta que não quer calar: qual desses nomes conseguirá convencer os feirenses a confiar-lhe os destinos da cidade? O tempo dirá, mas uma coisa é certa: a disputa promete ser a mais acirrada das últimas décadas.





