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Paulão paga indenização a Humberto Cedraz e alega “Alto preço da ingratidão!”

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Você já parou para pensar quanto pode custar a ingratidão após anos de dedicação, lealdade e trabalho? Para o ex-vereador de Feira de Santana, Paulão do Caldeirão, o preço foi exato: R$ 5.532.

Esse foi o valor fixado por uma decisão judicial que o condenou a indenizar o CEO do Folha do Estado, também ex-vereador e ex-deputado estadual, Humberto Cedraz, com base no Estatuto do Idoso, que reconheceu a ocorrência de dano moral.

O episódio que culminou na ação judicial remonta a cerca de 20 anos após o mandato de Cedraz na Câmara Municipal de Feira de Santana (2001–2004). Recentemente, Paulão apresentou um programa de rádio em que avaliava a atuação de políticos. Cedraz, que àquela altura exercia a função de ouvidor da Câmara e ainda mantinha veículos de sua empresa de comunicação que prestavam serviços à Casa Legislativa através da rede Geral, foi mencionado em um dos quadros mais conhecidos: “Quem você tira ou coloca no Caldeirão?”. As críticas à sua forma de atuação, descrita como “mão de ferro no Legislativo”, motivaram o processo

O que chama atenção é o histórico de proximidade entre os dois. Paulão trabalhou por anos em empresas ligadas a Cedraz, sempre o apoiando politicamente. Durante os mandatos do ex-deputado, Paulão aceitou os piores cargos e pouco reconhecidos, mantendo-se leal mesmo quando outros aliados se afastaram.

Homem de fé, Paulão percebeu com o tempo que permanecer ao lado de Cedraz não lhe traria o crescimento necessário para transformar sua realidade familiar e resolveu afastar-se do mesmo. Foi então que decidiu seguir um novo rumo: fundou o site Caldeirão do Paulão e a TV Caldeirão, além de iniciar sua jornada política de forma independente. Após diversas tentativas, foi eleito vereador em 2020, consolidando seu nome com um trabalho voltado à comunidade.

Apesar de nunca ter reivindicado seus direitos trabalhistas por respeito ao antigo patrão, Paulão se diz profundamente decepcionado com a condenação, após quase três décadas de serviços prestados.

“Não estou questionando o que supostamente fiz, mas a decepção vem justamente de onde menos esperamos”, desabafou.

O processo foi julgado à revelia — ou seja, sem defesa — porque o advogado de Paulão abandonou o caso sem informá-lo. Sem a contestação dentro do prazo legal, a Justiça decidiu em automaticamente a favor de Cedraz.

A indenização de R$ 5.532, embora expressiva, não se compara à dor de ver desfeita uma relação construída com tanto esforço, confiança e fidelidade.

Mesmo diante da sentença, Paulão afirma não se arrepender de sua trajetória, relembrando os momentos difíceis em que chegou a passar fome durante viagens a serviço do jornal ainda em construção.

Quando questionado sobre como se sente diante de tudo isso, ele responde com serenidade:

“Eu o perdoo. Porém, estou triste e decepcionado com toda essa situação. Afinal, sempre plantei o bem. Mas fico um pouco aliviado, pois quem planta, colhe. E a colheita é sempre maior que o plantio.”

E deixa a reflexão nas palavras de Alexandre Dumas:

“Há favores tão grandes que só podem ser pagos com a ingratidão.”

Fonte Caldeirão do Paulão 

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