Durante ato oficial realizado nesta terça-feira (10), no salão da Prefeitura de Feira de Santana, o prefeito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil) fez uma declaração que acabou repercutindo entre aliados políticos e membros da base governista na Câmara Municipal.
O evento marcou a assinatura para abertura do pregão eletrônico destinado à construção do Hospital Geral Municipal, iniciativa considerada uma das principais obras da atual gestão. A cerimônia contou com a presença de vereadores, secretários municipais e diversos ocupantes de cargos de confiança da administração e a imprensa.
Durante seu pronunciamento, o prefeito afirmou que não gosta de “puxa-sacos”, frase que chamou a atenção dos presentes e gerou comentários nos bastidores da política local. A declaração foi interpretada por alguns aliados como um recado indireto a setores da própria base governista.
A fala ocorre em um momento de intensas discussões políticas envolvendo o nome de José Ronaldo para as eleições de 2026 na Bahia. Na semana anterior ao evento, vereadores aliados protagonizaram debates acalorados na Câmara Municipal sobre qual deveria ser o futuro político do prefeito.
Entre as posições defendidas, alguns parlamentares argumentaram que José Ronaldo deveria deixar a Prefeitura para compor como vice-governador na possível chapa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Outros criticaram a relação entre os dois políticos após as eleições de 2022 e sugeriram uma aproximação com o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendendo que Ronaldo poderia integrar uma eventual composição com o governo estadual.
Também houve quem defendesse a permanência do gestor à frente da Prefeitura até o final do mandato.
Nesse cenário de especulações e debates públicos, a declaração do prefeito acabou sendo interpretada como um posicionamento crítico em relação ao excesso de manifestações de apoio político.
Apesar da repercussão, José Ronaldo não detalhou a quem exatamente se referia ao fazer a afirmação.
O episódio evidencia o clima de movimentação nos bastidores da política feirense, especialmente diante das articulações que começam a surgir para o cenário eleitoral de 2026.
No meio desse cenário, resta saber quem vestirá a carapuça.





