A Prefeitura de Feira de Santana surpreendeu servidores e a população ao republicar, na noite desta terça-feira (29), um decreto que revoga o regime de plantão anteriormente previsto para esta quarta-feira (30), véspera do feriado do Dia do Trabalhador. A decisão, anunciada por volta das 21h, restabelece o expediente normal nas repartições públicas municipais, das 8h às 12h e das 14h às 17h.
A alteração de última hora tem gerado revolta entre servidores, muitos dos quais já haviam se organizado para viagens e compromissos pessoais durante o período, baseando-se na primeira versão do decreto que estabelecia o funcionamento das repartições em regime de plantão, das 7h às 13h. A medida inesperada compromete a confiança na gestão e levanta questionamentos sobre a responsabilidade da administração municipal com a organização e o respeito ao servidor público.
A justificativa oficial foi uma “incorreção na publicação anterior”, conforme nota emitida pela própria Prefeitura. O novo texto revoga a determinação equivocada e assegura expediente integral para a quarta-feira, apesar de ser a véspera de dois eventos significativos: o feriado nacional do Dia do Trabalhador (1º de maio) e a abertura oficial da Micareta de Feira de Santana 2025.
Enquanto isso, para os demais dias do período festivo, o funcionamento permanece conforme programado:
Sexta-feira (2 de maio): ponto facultativo para os órgãos que não operam em regime de plantão e que não prestam serviços essenciais;
Segunda-feira (5 de maio): expediente reduzido, com início apenas às 14h, seguindo até as 18h.
Ainda segundo o decreto atualizado, os serviços essenciais — como saúde, segurança pública, transporte coletivo e limpeza urbana — seguirão operando normalmente durante toda a Micareta, conforme já previsto.
Entretanto, a crítica recai sobre a condução administrativa da Prefeitura. Divulgar uma mudança tão impactante em horário noturno, sem antecedência adequada, demonstra falta de planejamento e de consideração com os servidores públicos, que são constantemente cobrados por produtividade, mas não recebem da gestão o mesmo nível de compromisso.
A repercussão interna é de indignação: muitos servidores classificam a atitude como desrespeitosa e autoritária, reforçando a imagem de uma gestão que não dialoga e não se compromete com o bem-estar dos seus trabalhadores. O episódio ainda joga luz sobre a fragilidade na comunicação institucional e a ausência de previsibilidade na condução de atos administrativos que impactam diretamente a vida funcional e pessoal dos servidores públicos.





