Na política, os movimentos inesperados costumam surpreender até os mais atentos analistas. Em Feira de Santana, um desses lances acaba de abalar a base do deputado federal Zé Neto (PT) e do deputado estadual Robinson Almeida (PT).
O ex-vereador Emerson Minho, segundo suplente pelo PP e conhecido por sua atuação em projetos sociais, decidiu migrar de vez para outra trincheira. Minho agora declara apoio a Jaime Vieira (MDB) para deputado federal e Tiago Gileno (PSD) para deputado estadual, deixando escapar das mãos de Zé Neto nada menos que 4.281 votos conquistados em 2024.
A mudança acontece justamente às vésperas de um ano eleitoral, quando cada apoio pesa como ouro no tabuleiro político. A decisão expõe fragilidades: afinal, o que faltou para que Zé Neto e Robinson Almeida mantivessem Emerson Minho em sua base?
Segundo aliados, o ex-vereador saiu da última eleição sem mandato, sem perspectivas e sem apoio político suficiente para dar continuidade a seus projetos sociais. Solto no jogo, acabou sendo acolhido por novas lideranças, que não hesitaram em abrir espaço.
A perda não é apenas de votos. É simbólica. Emerson Minho representava uma conexão direta com comunidades populares e sua saída sinaliza que a estrutura de sustentação petista pode não estar tão sólida em Feira de Santana quanto aparenta.
No xadrez da política feirense, a dúvida ecoa: Zé Neto e Robinson deixaram escapar um soldado estratégico por descuido — ou simplesmente faltou algo para segurar Emerson Minho?





