Uma reunião que deveria alinhar ações sociais e fortalecer o governo municipal acabou revelando uma disputa de bastidores que pode abalar as estruturas da gestão de Zé Ronaldo em Feira de Santana. O encontro aconteceu na última segunda-feira (30), no gabinete do prefeito, reunindo secretários de governo para planejar uma grande ação social com oferta de serviços públicos à população. Mas o que chamou atenção não foi a pauta oficial — e sim uma ausência que gritou.
Onde está o vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto? Essa foi a pergunta que ecoou entre os presentes, principalmente após dois secretários levantarem a importância de incluir a rede municipal de ensino na estratégia das ações. Afinal, as escolas estão distribuídas por todos os bairros e distritos da cidade, com estrutura pronta para atender a população. Seria o caminho mais eficiente — e politicamente simbólico.
Mas, surpreendentemente, a sugestão teria sido imediatamente rechaçada pelo secretário de Saúde, que, segundo informações de bastidores, vetou a participação de Pablo Roberto nas ações. O argumento? Nenhum. Apenas o veto seco e direto. Uma atitude que deixou muitos presentes desconfortáveis e levantou suspeitas sobre o verdadeiro jogo por trás da mesa.
Afinal, por que o secretário de Saúde se opõe tão abertamente à participação do vice-prefeito? Estaria ele apenas defendendo seu território ou cumprindo ordens de alguém mais poderoso nos bastidores?
Quem está por trás da tentativa de apagar Pablo Roberto do mapa político?
A ausência de Pablo, figura central na eleição de Zé Ronaldo em 2024 e hoje vice-prefeito, não pode ser tratada como coincidência. Sua atuação foi essencial na costura política que garantiu a vitória nas urnas. Já o secretário de Saúde — um técnico, sem expressiva relevância eleitoral — agora surge como um dos protagonistas da tentativa de “limar” o chefe da Educação das ações mais visíveis do governo.
Desde quando um técnico tem mais força que um político eleito na hierarquia municipal? Essa inversão levanta uma pergunta incômoda: quem está usando o secretário de Saúde como escudo para enfraquecer o vice-prefeito? Quem ganha com a ausência de Pablo nas vitrines do governo?
Nos bastidores, comenta-se que existe uma articulação orquestrada para escantear Pablo Roberto e impedir seu crescimento político. A intenção seria evitar que o vice-prefeito brilhe demais e ameace futuros projetos de poder dentro do próprio grupo governista. A pergunta que não quer calar: o prefeito Zé Ronaldo está sendo conivente ou apenas omisso?
Silêncio estratégico ou cálculo político?
A reunião deixou mais perguntas do que respostas. A tentativa de excluir a Educação das ações sociais — mesmo com toda a sua capilaridade e relevância — parece menos uma decisão técnica e mais uma jogada estratégica.
O que está em jogo não é apenas uma feira de serviços, mas a disputa por espaço, prestígio e sucessão. E, nesse jogo, o nome de Pablo Roberto incomoda mais do que muitos gostariam.
Enquanto a população aguarda os benefícios prometidos pelas ações sociais, o que se vê nos bastidores da Prefeitura é uma guerra silenciosa — onde aliados viram rivais, e onde o brilho de um incomoda tanto que precisa ser apagado à força.
Quem vai dar o próximo passo? E quem está puxando as cordas nos bastidores da Saúde?
Feira de Santana assiste a mais um capítulo do velho enredo político: alianças que viram armadilhas, lealdades que são colocadas à prova, e técnicos que, de repente, ganham poder demais para o bem da democracia local.
A pergunta está lançada: quem quer ver Pablo Roberto fora do jogo?





