Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Saga pela vida: feirenses buscam vacina contra paralisia infantil e encontram somente falta e desprezo

3 Min Leitura

Dois postos visitados nesta sexta-feira (9) não têm doses da VIP; população exige explicações da Secretaria de Saúde

Hoje, dia 9 de janeiro de 2026, enquanto pais e responsáveis percorrem ruas e bairros em busca de proteger seus filhos, a realidade é cruel: a vacina contra a poliomielite – doença que pode levar à paralisia irreversível e até à morte – está faltando em unidades básicas de saúde de Feira de Santana. Em visitas ao Dispensário Santana e ao posto da Serraria Brasil, a cena se repetiu: prateleiras vazias e respostas que não acalmam a angústia de quem luta pelo bem-estar das crianças.

“Não tem nas unidades de saúde de Feira de Santana”, resumem moradores que vivem uma verdadeira odisseia para encontrar a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Uma imunização tão essencial no calendário nacional de vacinação que deveria ser garantida a todos, sem exceção.

A DOENÇA QUE AMEAÇA E A VACINA QUE PROTEGE

A poliomielite é uma infecção viral que ataca o sistema nervoso central, podendo causar paralisia flácida aguda, principalmente em crianças menores de 5 anos. A doença se espalha por contato com fezes de pessoas infectadas ou por meio de alimentos e água contaminados – razão pela qual a vacinação em massa é o único caminho para erradicá-la globalmente.

A VIP é uma das formas de imunização contra a doença: ao contrário da vacina oral (VOP), que utiliza vírus atenuado, a VIP é aplicada por injeção e não apresenta risco de causar a doença. Ela é recomendada para todas as crianças, com doses programadas desde os primeiros meses de vida, além de reforços ao longo da infância. O Brasil esteve livre da poliomielite endêmica desde 1989, mas a vigilância e a vacinação contínua são fundamentais para evitar retorno do vírus.

POPULAÇÃO EXIGE RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA

A falta de doses não é apenas um problema de logística – é uma falha no compromisso com a saúde pública. Enquanto famílias gastam tempo, dinheiro e energia em busca da vacina, a incerteza sobre onde encontrar a dose corre o sono de pais que sabem do risco que corre cada criança não imunizada.

É urgente que a Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana se pronuncie publicamente, informando: quais são os motivos da escassez de doses, até quando a falta deve persistir e quais unidades de saúde ou pontos alternativos têm a vacina disponível para a população. A responsabilidade pela proteção das novas gerações não pode ser deixada de lado.

Compartilhe este artigo