Funcionários da Secretaria de Saúde de Feira de Santana, especialmente os agentes de endemias, vêm enfrentando dificuldades para usufruir suas licenças-prêmio acumuladas, segundo relatos de servidores. A situação tem gerado insatisfação e preocupações com a saúde física e mental dos trabalhadores.
De acordo com denúncias, alguns servidores chegam a ter até quatro licenças-prêmio acumuladas sem conseguir o direito de usufruí-las, enquanto outros, considerados privilegiados, conseguem gozar até duas licenças no mesmo ano. Há indícios de que critérios pouco claros, conhecidos popularmente como “peixe”, estariam determinando quem tem acesso ao benefício.
Questiona-se onde estão as entidades representativas da categoria. Os agentes de endemias possuem uma associação e um sindicato, mas a eficiência dessas instituições na resolução de problemas junto ao governo — como o aumento do efetivo e a garantia dos direitos dos servidores — ainda deixa a desejar.
A sobrecarga de trabalho tem sido apontada como consequência da redução do quadro de efetivos. Os agentes de endemias, por exemplo, estão no limite do atendimento, o que compromete o fechamento dos ciclos necessários para garantir repasses de verbas do governo federal. Segundo os denunciantes, os servidores estariam sendo “sacrificados” para manter os serviços em funcionamento, o que tem provocado adoecimentos e desgaste entre os trabalhadores.
Além disso, há críticas sobre a prioridade dada à endemia. Segundo os relatos, a prefeitura não enxergaria a área como prioridade, mantendo o déficit de funcionários e dificultando a prestação adequada dos serviços de saúde à população.
Diante da sobrecarga de trabalho, do acúmulo de licenças-prêmio e da aparente ineficiência das entidades representativas junto ao governo, os servidores de endemias de Feira de Santana permanecem em situação delicada. A situação reforça a urgência de medidas efetivas tanto por parte do governo municipal quanto da associação e sindicato da categoria, para garantir os direitos dos trabalhadores, ampliar o quadro de efetivos e assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde à população.





