A força política de um homem que foi usada de forma sábia e quando pôde realmente prejudicar, ele se calou em um ato de pai.
Targino Machado podia mais, porém, preferiu agir como paizão e não usar sua força para não atrapalhar aquele que no qual escolheu para apoiar.
Durante o período pré-eleitoral, Targino revelou ocultos (salários vultuosos da família do ex-prefeito) que despertou a ira dos ronaldistas e nesse período seu apadrinhado (Carlos Geilson) era destaque, pois a cada revelação, ele era impulsionado e atingia picos de dois dígitos nas pesquisas.
No entanto, em acordos já revelado por Targino, Geilson decidiu fazer uma campanha “mixuruca” visando seus interesses pessoais desconsiderando todo o potencial de seu padrinho e refutando a possibilidade real de disputar eleição para ganhar. Quando não convocou Targino para a campanha, ele despencou e chegou a uma humilhante votação.
Neste período de campanha, Targino podia ter feito um estrago e a humilhação ser bem pior. Mas, se calou e esperou, sentou e assistiu o tombo sem se mover.
No segundo turno, Carlos Geilson seguiu seu plano que já havia sido planejado (conforme foi revelado por Targino) ” ele já tinha sido cooptado por Zé Ronaldo”, declarou apoio a Colbert aquém denunciava e batia durante o período eleitoral.
Então, Targino fez a revelação “não fui convidado a participar da campanha. Mas, espero que me pague o que lhe emprestei”, disse Tarigino revelando que havia emprestado dinheiro ao cidadão e não ao candidato “foi mais do que ele gastou e do que ele deve”, disse.
O certo é que Targino além de emprestar seu prestígio político também o protegeu como um pai protege seu filho. Targino podia mais.





