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“Tom é meu amigo”: A volta por cima do menino da Rua Nova

4 Min Leitura

Conheci o amigo Tom na Câmara Municipal, em seu primeiro mandato de vereador. Nosso primeiro contato foi algo curioso. Eu, jornalista da Assessoria de Comunicação da Câmara, assistia à sessão, fazendo o meu trabalho.

Estamos em fevereiro ou março de 2008. Tom chega ao plenário minutos depois de um colega dele lhe ter feito duras críticas, por alguma razão que agora a lembrança não me ocorre.

Pareceu-me além do ponto, o pronunciamento do vereador, já experiente, para atingir ao novato edil. Vi em sua face, a angústia de Tom, que efetivamente foi impactado por aquele discurso.

Por coincidência, vou ao banheiro e lá encontro o jovem representante da Rua Nova, que surgia como grande promessa na política local. Fizemos cada um o que tínhamos de fazer, e, então, resolvi me dirigir a ele. Ali mesmo.

Me apresentei, pois mal nos conhecíamos, e lhe disse que não respondesse naquele momento ao colega. Tom estava muito indignado e, acreditem, o meu gesto pode ter evitado algo muito grave naquela manhã.

O jovem vereador, de origem humilde, um ex-menino da periferia de Feira, policial militar que viria a se eleger tempos depois deputado estadual, tinha um temperamento explosivo. Estava possesso. Falava em agressão.

Deus me deu o dom de conciliar, que procuro explorar sempre que necessário, em qualquer circunstância. E consegui demovê-lo da ideia. Ele retornou ao plenário sóbrio, calmo e livre da ânsia de uma resposta que poderia prejudicar a sua carreira.

Fizemos amizade. Me tornei secretário municipal de Comunicação. O deputado me telefonava e visitava o meu gabinete com frequência. Tenho a honra de dizer que continuei sendo um dos seus conselheiros e ele me consultou algumas vezes.

Nos encontramos no Sítio Vitória. Jogamos muitos babas juntos. Vi que ele é um bom lateral. Não tanto quanto ele diz que é (rsrsrsrs), mas sim, um bom jogador, que marca bem, apoia com eficiência e tem um bom chute de média distância.

Enfrenta este nosso amigo um momento político difícil, mas Deus sabe de todas as coisas. Se ele está passando por uma tempestade, como pastor evangélico que é, sabe mais do que todos nós que certas dificuldades surgem em nossas vidas como um mal necessário.

Os problemas não ocorrem por acaso. Precisamos trata-los com sabedoria, para que as soluções aconteçam naturalmente e possamos deles renascer, ainda mais fortalecidos em fé e experiência.

Rogamos a Deus por nosso amigo Tom, para que ele continue a sua tragetória. Ele já se reinventou e resgatou a carreira política anteriormente, quando perdeu uma reeleição considerada certa para vereador.

Lutou e elegeu-se no pleito seguinte. Dois anos após, sai da Câmara para a Assembleia Legislativa da Bahia, como um dos deputados eleitos.

Haverá, mais uma vez, dar uma volta por cima e ressurgir, para cumprir a missão que Deus lhe apresentou desde quando disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara Municipal, tantos anos atrás: lutar pelos menos favorecidos.

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