Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Três dias sem água: moradores do Caseb vivem drama e denunciam abandono por parte da Embasa em Feira de Santana

3 Min Leitura

A falta de água, um problema que deveria ser pontual e rapidamente resolvido, transformou-se em um verdadeiro pesadelo para milhares de moradores de Feira de Santana. Há três dias, bairros inteiros enfrentam o desabastecimento completo, em uma situação que tem sido marcada por indignação, sofrimento e sensação de abandono.

Um dos locais mais afetados é o populoso bairro do Caseb, uma das regiões mais movimentadas da cidade, onde convivem residências, hospitais, escolas, centros comerciais, bares, restaurantes, supermercados e um Atacadão. Desde a última quarta-feira (17), nenhuma gota de água chega às torneiras.

A rotina da população foi drasticamente interrompida. Sem água, tarefas básicas como cozinhar, lavar roupas, limpar a casa ou até mesmo utilizar o banheiro tornaram-se impossíveis. O cenário é de desespero.

Mães estão deixando de ir ao trabalho, pois seus filhos também estão sem frequentar a escola, o que tem provocado um abalo generalizado na estrutura familiar devido à falta de água.

“Não temos água para nada. Nem para beber, nem para dar descarga. Estamos sobrevivendo como podemos”, relatam moradores, que agora precisam desembolsar cerca de R$ 10,00 por galões de água apenas para consumo, enquanto as demais necessidades seguem sem solução.

A cada hora, a situação se agrava. Famílias inteiras enfrentam dificuldades extremas, com impactos diretos na saúde, na higiene e na dignidade humana. Comerciantes também acumulam prejuízos, sem condições mínimas de funcionamento.

Há rumores de que o problema esteja relacionado às obras de duplicação da Avenida Fróes da Mota (Anel de Contorno). No entanto, a revolta da população cresce diante da falta de comunicação prévia e de um planejamento adequado por parte da Embasa. Para os moradores, a empresa deveria ter adotado medidas emergenciais, como abastecimento alternativo ou um sistema de rodízio, evitando o colapso total.

Em pleno século XXI, com tantos avanços tecnológicos, é inadmissível que uma cidade do porte de Feira de Santana enfrente uma crise dessa magnitude sem qualquer aviso ou solução imediata. A ausência de respostas agrava ainda mais o sentimento de descaso.

Diante desse cenário alarmante, moradores cobram uma ação urgente das autoridades e exigem explicações e providências imediatas da Embasa. A população do Caseb — e de outros bairros afetados — pede o básico: água nas torneiras e respeito.

A crise já ultrapassa o limite do tolerável e escancara uma realidade que precisa ser enfrentada com urgência. Afinal, água não é luxo — é um direito fundamental.

Compartilhe este artigo