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Zé Chico ressurge como maior capital político do ronaldismo para 2026

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No tabuleiro político de Feira de Santana, uma peça se destaca com força: Zé Chico. Apesar de não ocupar cargo público atualmente, ele se consolida como o maior capital político do grupo liderado por José Ronaldo, cuja influência se estende há quase três décadas sobre a cidade.

Zé Chico disputou uma vaga na Câmara Federal em duas ocasiões. Em 2014, obteve expressivos 55.170 votos. Oito anos depois, voltou às urnas e mesmo sem mandato ou cargo de visibilidade, garantiu 44.773 votos – desses, 34.540 vieram apenas de Feira de Santana, seu reduto eleitoral. Números que não podem ser ignorados.

Mais que votos, Zé Chico é um homem de confiança irrestrita de José Ronaldo. A lealdade entre ambos foi escancarada durante a campanha municipal de 2024, quando Ronaldo, em um gesto emblemático, declarou publicamente que “assinaria papel em branco” por Zé Chico. Apesar de não escolhê-lo para vice na chapa – decisão tomada em articulação com o então prefeito Colbert Martins e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto –, a fala revelou a verdadeira hierarquia de confiança no ronaldismo.

A opção por Pablo Roberto como vice-prefeito à época atendeu a uma engenharia política complexa, que envolveu alianças estratégicas de bastidor. Mas a preferência de Ronaldo por Zé Chico como sucessor político nunca foi disfarçada – apenas adiada.

Com o cenário político de 2026 se desenhando, Zé Chico volta ao centro das atenções. Colbert Martins já se reposicionou em Salvador, Pablo Roberto comanda a Secretaria de Educação e acumula a vice-prefeitura. José Ronaldo, por sua vez, trabalha silenciosamente para reorganizar seu grupo e reposicionar seus quadros. E nessa nova configuração, Zé Chico surge como o nome natural para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Mais do que um aliado fiel, Zé Chico representa continuidade, confiança e densidade eleitoral comprovada. Ignorá-lo seria um erro estratégico – e o ronaldismo, que aprendeu a sobreviver no poder por décadas, sabe disso melhor do que ninguém.

Em meio a um cenário político em mutação, o grupo de José Ronaldo se articula com discrição, mas com objetivos claros. E entre esses objetivos, um parece inegociável: consolidar Zé Chico como o nome do ronaldismo para a Câmara Federal em 2026.

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