O deputado federal José Neto (PT) foi duro ao desmascarar a estratégia do prefeito José Ronaldo (União Brasil) em Feira de Santana, especialmente na região de Humildes: a pomposa inauguração da nova UPA escondeu uma medida que deixa a população ainda mais desassistida — enquanto o novo equipamento é celebrado, a Policlínica local foi fechada, e o que parecia ampliação de serviços revelou-se apenas uma troca de modalidade, sem ganho para quem precisa.
O ditado popular ‘muita festa para poucos convidados’ cai como uma luva nessa situação de Humildes. O prefeito fez toda a pompa, trouxe meia dúzia de pessoas para a cerimônia, mas o que a população ganhou na prática? Perdeu um serviço essencial para ganhar outro que não supre as mesmas necessidades.
A expectativa da comunidade era de que a chegada da UPA representasse uma expansão no atendimento: mais estrutura, mais possibilidades de cuidado. Mas a realidade mostrou-se o oposto: ao invés de somar serviços, a gestão optou por extinguir a Policlínica, que atendia consultas ambulatoriais, atenção básica, dispensação de medicamentos e procedimentos de média complexidade — funções que não são cobertas pela UPA, voltada exclusivamente para urgências e emergências.
Pior momento em cinco mandatos?
Para o deputado, essa é apenas uma das faces de um quadro alarmante: a saúde pública de Feira de Santana vive seu pior momento durante a quinta gestão de José Ronaldo. A degradação é crescente, faltam estrutura, profissionais e acesso, e a população paga o preço de decisões que priorizam a imagem política acima do cuidado com as pessoas.
“A gente não pode confundir inauguração com melhoria. Abrir uma porta e fechar outra não é avanço — é maquiagem. A população de Humildes e de toda Feira merece mais saúde, não menos”, completou José Neto, reafirmando que continuará cobrando explicações e lutando para que os serviços perdidos sejam restabelecidos.
O deputado federal José Neto também colocou seu mandato à disposição para contribuir com a recuperação e reativação da Policlínica de Humildes, seja por meio de emendas parlamentares, busca por equipamentos ou articulação de convênios com a Prefeitura, Secretaria de Saúde e Governo do Estado. O compromisso é somar esforços para que nenhum serviço seja perdido e a população tenha de volta o atendimento completo que precisa.
Até o momento, a Prefeitura de Feira de Santana não se pronunciou oficialmente sobre o fechamento da Policlínica nem sobre a garantia de continuidade do atendimento ambulatorial na região.




