Feira de Santana vive mais um capítulo de sua novela política, e o enredo tem todos os ingredientes de um drama clássico: alianças estremecidas, mágoas mal resolvidas e um jogo de bastidores que desafia até os mais experientes analistas. Em 2026, a eleição promete ser explosiva — e o clima entre Zé Ronaldo e ACM Neto já está longe de ser o mais harmonioso.
Ao declarar que “só falo de política no ano que vem!”, Zé Ronaldo mandou um recado direto e cortante: o apoio a ACM Neto não é prioridade. Mais do que isso, a frase escancara o distanciamento entre o ex-prefeito de Feira e o ex-prefeito de Salvador. Alguns já interpretam o gesto como o troco por episódios passados, onde Zé Ronaldo teria sido deixado à margem nas decisões estratégicas do grupo liderado por Neto.
Enquanto isso, ACM Neto insiste em aparecer com frequência em Feira de Santana, como quem tenta reconstruir uma ponte que ele mesmo ajudou a demolir. Seu discurso já ensaiado é conhecido: “se dependesse de mim, ele seria o candidato perfeito” — uma frase que mais parece uma cortina de fumaça para esconder sua participação no isolamento político do antigo aliado.
O problema é que o eleitor feirense não tem memória curta. Tampouco Zé Ronaldo. E, ao que tudo indica, o prefeito está cozinhando a situação em banho-maria, deixando ACM Neto suar o paletó enquanto espera um gesto de reparação — ou talvez uma oportunidade de fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar, mas agora com ele no centro da tempestade.
A dúvida que paira é: haverá reconciliação real ou tudo não passa de um teatro político de aparências? 2026 está logo ali — e os bastidores já começaram a ferver.





