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Alckmin não foi ao velório do aiatolá

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Após anos de ataques mútuos, Geraldo Alckmin (à direita na foto) se uniu a Lula (à esquerda na foto) em 2022 pela sobrevivência política.

A manobra do petista, de colocar na vice de sua chapa presidencial um antigo adversário, serviu para embasar o discurso da frente ampla contra a ameaça Jair Bolsonaro.

Lula se elegeu e Alckmin sobreviveu politicamente, mas muito distante do protagonismo com que se acostumou durante seus quatro governos em São Paulo.

O vice-presidente se resumiu, aliás, a um torcedor de Lula, espalhando memes de exaltação ao presidente, para não alimentar os receios petistas de traição, despertados desde que Michel Temer assumiu a Presidência da República após a queda de Dilma Rousseff.

Ao lado de terroristas

Em meio aos memes, a passagem mais infame de Alckmin como vice de Lula foi a viagem ao Irã, em 2024, para a posse de Masoud Pezeshkian como presidente, durante a qual o ex-tucano se sentou ao lado de líderes terroristas patrocinados pelo regime iraniano.

Muitos desses líderes, de grupos como Hamas e Hezbollah, foram eliminados por forças israelenses nos meses seguintes — e a passagem de Alckmin pelo Irã foi lembrada a cada eliminação.

Questionado durante agenda pública após os ataques de Estados Unidos e Israel que mataram, entre outros, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, Alckmin disse no sábado, 28, que “o presidente Lula sempre tem destacado que o Brasil é o país promotor da paz, então a diplomacia brasileira atual em defesa da paz, da promoção da paz”.

“Postura brasileira”

“Essa é a postura brasileira”, acrescentou o vice-presidente.

Na verdade, a postura brasileira neste governo Lula é de alinhamento com as principais ditaduras do mundo, seja no Irã, na Venezuela, na Faixa de Gaza, na China ou na Rússia.

Desta vez, enquanto o petista cala, cabe ao seu assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, verbalizar de forma mais clara o incômodo do governo com a ofensiva americana e israelense no Irã.

“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, disse o ex-chanceler em uma de suas entrevistas.

O incômodo do governo Lula não foi o bastante, contudo, para mandar Alckmin em mais uma missão internacional ao Oriente Médio, desta vez para o velório de Khamenei, que ocorreu no domingo, 1º de março.

Ou pode ser apenas o ano eleitoral falando mais alto.

Fonte O Antagonista

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