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Alcolumbre conta votos e traça planos para seguir no comando do Senado em governo de Lula ou de Flávio

3 Min Leitura

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), já trabalha para ser reeleito para a presidência da Casa em 2027, seja em um governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

As declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que o partido não apoiará sua reeleição e lançará Rogério Marinho (PL-RN) como candidato fez Alcolumbre intensificar sua campanha.

O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas Eleições de 2026 e terá uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal em 2026.

Na última semana, o presidente do Senado fez movimentos em favor de pautas do interesse do governo Lula, com destaque para a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1.

A disputa pública com Rogério Marinho teve início na quinta-feira (15) no plenário do Senado quando os dois bateram boca após Alcolumbre retirar a PEC da Segurança da pauta de análise dos senadores.

  • “A retirada de pauta se deveu ao pedido do governo?”, questionou Marinho .
  • “Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da Presidência do Senado Federal”, respondeu Alcolumbre.
  • “Mas eu pergunto à vossa excelência: baseada em quê? Porque há uma expectativa da população”, insistiu Marinho.
  • “Baseado na decisão da presidência do Senado Federal”, rebateu Alcolumbre.
  • “O arbítrio é de vossa excelência, pura e simplesmente?”, questionou Marinho.
  • “Exatamente”, disse Alcolumbre.
  • “Bom saber que a gente precisa mudar esse regimento”, pontuou Marinho.
  • “Exatamente. Vamos mudar”, finalizou Alcolumbre.

A principal estratégia de Alcolumbre é rachar os votos no próprio PL. Apesar de contar com uma bancada de quase 30 parlamentares, alguns desses senadores fazem parte do grupo político de Alcolumbre, como o senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado.

Segundo aliados, o primeiro movimento de Alcolumbre deve envolver justamente Eduardo Gomes. Ele deve ser escolhido como relator do Orçamento de 2027, que ainda não começou a ser discutido pelo Congresso Nacional.

A relatoria do Orçamento do ano que vem ficaria com um senador do MDB por um acordo político já definido, mas a escolha de Gomes é uma sinalização aos senadores do PL.

Fonte G1

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