A tensão política em Feira de Santana ganhou novos capítulos. Após o presidente da Câmara Municipal, Marcos Lima (União Brasil), anunciar que vai acionar a Procuradoria da Casa para interpelar judicialmente o ativista e ex-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar, a reação foi imediata e direta: ao invés de recuar, Bacelar dobrou a aposta e passou ao contra-ataque.
Primeiro alvo: a gestão da Câmara
Em entrevista ao radialista Jorge Biancchi, no programa Jornal do Meio Dia, Deyvid questionou a prioridade da presidência da Casa:
“Marcos Lima, ao invés de usar a procuradoria para me processar, use-a para dar subsídios aos vereadores. Porque essa obra do prédio anexo da Câmara não acaba nunca?”
Para ele, a Procuradoria da Câmara deveria estar a serviço dos edis na fiscalização do Poder Executivo — e não direcionada a questionamentos políticos.
O foco em Zé Carneiro: perguntas que pedem respostas
Mas foi ao vereador e líder do governo, Zé Carneiro Rocha, que Deyvid dirigiu seus questionamentos mais incisivos, levantando dois pontos centrais:
Primeiro: o apoio a Dau Barreto
“Ao invés de processar um feirense, filho e neto de feirense, deveria explicar por que apoiou Dau Barreto — um deputado de fora que está enrolado no caso Carbono Oculto, com postos investigados pela Polícia Federal que, segundo as investigações, eram usados para lavagem de dinheiro ligado ao PCC.”
Segundo: os recursos da campanha
“Precisa explicar como foi feita essa campanha. O recurso usado está na prestação de contas do candidato Dau Barreto? Gente, carros, material e combustível — tudo devidamente declarado?”
Uma sugestão desconcertante
Deyvid ainda sugeriu ao vereador que, se quiser respostas, procure diretamente seu candidato:
“Vá pedir que o advogado dele me acione. Não usem o recurso e estrutura da procuradoria da Câmara Municipal para resolver questões pessoais ou políticas.”
Em resumo
O confronto deixa no ar uma pergunta que ecoa nas rodas políticas de Feira: quem está respondendo por quê? Enquanto a Câmara prepara uma ação contra Bacelar, ele devolve com questionamentos que, por envolverem campanhas eleitorais e investigações federais, são assuntos que não costumam desaparecer sem explicações.
E agora? A palavra está com os vereadores — e com os feirenses.





