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Deyvid Bacelar dobra a aposta e parte para o contra-ataque: questionamentos a Zé Carneiro e Marcos Lima

3 Min Leitura

A tensão política em Feira de Santana ganhou novos capítulos. Após o presidente da Câmara Municipal, Marcos Lima (União Brasil), anunciar que vai acionar a Procuradoria da Casa para interpelar judicialmente o ativista e ex-candidato a deputado federal Deyvid Bacelar, a reação foi imediata e direta: ao invés de recuar, Bacelar dobrou a aposta e passou ao contra-ataque.

Primeiro alvo: a gestão da Câmara

Em entrevista ao radialista Jorge Biancchi, no programa Jornal do Meio Dia, Deyvid questionou a prioridade da presidência da Casa:

“Marcos Lima, ao invés de usar a procuradoria para me processar, use-a para dar subsídios aos vereadores. Porque essa obra do prédio anexo da Câmara não acaba nunca?”

Para ele, a Procuradoria da Câmara deveria estar a serviço dos edis na fiscalização do Poder Executivo — e não direcionada a questionamentos políticos.

O foco em Zé Carneiro: perguntas que pedem respostas

Mas foi ao vereador e líder do governo, Zé Carneiro Rocha, que Deyvid dirigiu seus questionamentos mais incisivos, levantando dois pontos centrais:

Primeiro: o apoio a Dau Barreto

“Ao invés de processar um feirense, filho e neto de feirense, deveria explicar por que apoiou Dau Barreto — um deputado de fora que está enrolado no caso Carbono Oculto, com postos investigados pela Polícia Federal que, segundo as investigações, eram usados para lavagem de dinheiro ligado ao PCC.”

Segundo: os recursos da campanha

“Precisa explicar como foi feita essa campanha. O recurso usado está na prestação de contas do candidato Dau Barreto? Gente, carros, material e combustível — tudo devidamente declarado?”

Uma sugestão desconcertante

Deyvid ainda sugeriu ao vereador que, se quiser respostas, procure diretamente seu candidato:

“Vá pedir que o advogado dele me acione. Não usem o recurso e estrutura da procuradoria da Câmara Municipal para resolver questões pessoais ou políticas.”

Em resumo

O confronto deixa no ar uma pergunta que ecoa nas rodas políticas de Feira: quem está respondendo por quê? Enquanto a Câmara prepara uma ação contra Bacelar, ele devolve com questionamentos que, por envolverem campanhas eleitorais e investigações federais, são assuntos que não costumam desaparecer sem explicações.

E agora? A palavra está com os vereadores — e com os feirenses.

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