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Estudante feirense de Direito apresenta pesquisa científica sobre memória da ditadura brasileira na Suíça

4 Min Leitura

Aos 19 anos, Sophia Cotrim foi a única representante da Bahia selecionada entre as 20 melhores pesquisas do país

A estudante feirense de Direito, Sophia Cotrim, de 19 anos, participou, entre os dias 10 e 19 de outubro, de uma experiência internacional voltada à pesquisa científica e à diplomacia, em Genebra, na Suíça. Selecionada pelo Instituto Diplomun, ela foi a única representante da Bahia entre as 20 pesquisas escolhidas em um processo seletivo nacional e teve a oportunidade de apresentar seu trabalho à School of Diplomacy.

Intitulada “Brazilian Cinema and the International Dissemination of Historical Memory: Eunice Paiva’s Story in I’m Still Here and the Human Rights Violations of the Brazilian Military Dictatorship” (Cinema brasileiro e a disseminação internacional da memória histórica: a história de Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui e as violações dos direitos humanos durante a ditadura civil-militar brasileira), a pesquisa investiga como o cinema contribui para a preservação da memória coletiva e para a compreensão de períodos históricos marcados por violações de direitos humanos.

A partir do filme brasileiro Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e inspirado na história de Eunice Paiva e de sua família, Sophia analisa como a narrativa cinematográfica pode aproximar diferentes gerações de acontecimentos históricos. “Minha pesquisa parte da reflexão sobre como o cinema contribui para a construção da memória coletiva. A partir do filme Ainda Estou Aqui e da história de Eunice Paiva e Rubens Paiva, busco compreender como essas narrativas nos ajudam a manter viva a memória das violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura civil-militar brasileira. Conhecer e lembrar esse passado é fundamental para fortalecer a democracia e para que episódios como esses nunca sejam esquecidos nem se repitam”, explica Sophia Cotrim.

O trabalho também aborda a importância da memória histórica como instrumento de evolução social, destacando o papel do conhecimento sobre o passado na construção e no fortalecimento de sociedades democráticas.

A participação no programa internacional proporcionou à estudante outras oportunidades de aproximação com o universo diplomático. Durante a programação, Sophia visitou o Palácio das Nações Unidas, acompanhou debates e atividades de comitês da Organização das Nações Unidas (ONU) e teve contato com representantes e autoridades de instituições internacionais.

Entre as experiências vivenciadas, esteve a oportunidade de conversar com Tatiana Valovaya, diretora-geral do Escritório das Nações Unidas em Genebra, além de dialogar com representantes diplomáticos, incluindo embaixadores do Tajiquistão, e conhecer lideranças ligadas a organismos internacionais, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Organização Mundial do Comércio (OMC, ou WTO, na sigla em inglês).

Ao todo, foram apresentados 14 artigos científicos na programação, incluindo trabalhos de participantes que não puderam comparecer presencialmente à viagem. Outro marco da experiência foi a publicação da pesquisa com ISBN, sigla para International Standard Book Number. O código é um identificador internacional utilizado para individualizar publicações monográficas, como livros e determinadas obras acadêmicas. A atribuição do ISBN facilita a identificação e a catalogação da publicação.

A experiência internacional representa um passo importante na trajetória acadêmica de Sophia Cotrim, que, ainda no início da graduação em Direito, já desenvolve estudos que conectam cinema, direitos humanos, memória histórica e democracia. Sua participação em Genebra também evidencia como a pesquisa científica pode ampliar o diálogo entre diferentes países e contribuir para debates sobre temas fundamentais à sociedade contemporânea.

ASCOM

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