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Exército Brasileiro aprova diretriz para implantação de sistema antiaéreo de média e grande altura

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Portaria EME/C Ex nº 1.566, a Diretriz de Implantação do Projeto Sistema de Artilharia Antiaérea de Média Altura/Grande Altura (Pjt Sis AAAe Me Altu/G Altu). A medida faz parte do Programa Estratégico do Exército para Defesa Antiaérea (Prg EE DAAe) e tem como objetivo ampliar a capacidade de dissuasão e proteção aeroespacial da Força Terrestre.

O novo sistema é considerado essencial diante do atual cenário geopolítico internacional, marcado por conflitos de larga escala e emprego intensivo de vetores aéreos. O projeto busca dotar o Exército com meios de defesa antiaérea capazes de interceptar ameaças em média e grande altitude (a partir de 3 mil e além de 15 mil metros), protegendo a infraestrutura crítica, a população civil e as tropas em operação.

Segundo o documento oficial, o projeto será implementado em duas fases, com conclusão prevista até 2039. A primeira etapa, a ser finalizada até 2031, prevê a transformação do 12º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) em um Grupo de Artilharia Antiaérea (GAAAe) com capacidade para operar sistemas de médio e longo alcance. A segunda fase, entre 2032 e 2039, contempla a criação de um segundo GAAAe.

A diretriz destaca a necessidade de modernização doutrinária, capacitação de pessoal, adequação da infraestrutura e aquisição de simuladores e sistemas logísticos. O projeto também prevê estreita integração com a Base Industrial de Defesa nacional e a possibilidade de cooperação internacional.

O General de Exército Richard Fernandez Nunes, Chefe do Estado-Maior do Exército, ressaltou que o projeto tem “máxima prioridade” dentro do programa estratégico, devido à lacuna operacional existente na área de defesa antiaérea de média e grande altitude.

Além do fortalecimento da capacidade defensiva nacional, o projeto visa garantir o cumprimento da Estratégia Nacional de Defesa, que prevê o desenvolvimento de meios de alta tecnologia e o domínio de capacidades essenciais para a soberania nacional.

A implantação será gerida pelo Comando de Defesa Antiaérea do Exército, com apoio de diversos órgãos, incluindo o Comando Logístico (COLOG), o Departamento de Ciência e Tecnologia, o Departamento de Engenharia e Construção, e o Departamento de Educação e Cultura do Exército.

A expectativa é de que o novo sistema contribua significativamente para a prontidão operacional da Força Terrestre, consolidando a defesa antiaérea como vetor estratégico de dissuasão e proteção do território brasileiro.

Fonte Forças Terrestres 

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