O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, deve fazer um aceno favorável à redução da maioridade penal no país em uma estratégia de resposta ao seu adversário Flávio Bolsonaro, do PL.
A campanha de direita adotará o tema como um carro-chefe no segundo turno em uma tentativa de neutralizar um efeito positivo para o candidato petista em relação à aprovação do fim da escala de trabalho 6×1.
A ideia é que o petista se posicione a favor da diminuição de 18 para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos, e não para todas as infrações previstas no Código Penal.
Além disso, também defenderá que, dos 16 aos 18 anos, o jovem que cometer crime hediondo fique detido em um espaço separado dos demais presos adultos, evitando que sejam escalados por facções criminosas e pelo crime organizado.
Os dois pontos têm apoio junto à cúpula da comissão especial que analisa a mudança constitucional na Câmara dos Deputados. A redução da idade mínima para crimes comuns, como furtos ou estelionato, por exemplo, é avaliada como exagerada.
O objetivo de Flávio é justamente tentar pautar o debate televisivo da Rede Bandeirantes, no domingo (18), em relação ao combate à violência e ao custo de vida elevado.
Já Lula pretende expor eventuais denúncias de irregularidades do adversário de direta e sugerir que uma nova gestão poderia retirar direitos conquistados pelos trabalhadores.
A última pesquisa Genial/Quaest mostrou Flávio e Lula empatados na margem de erro, com o direitista numericamente à frente do esquerdista.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Fonte: CNN





