Uma das maiores redes de supermercados e atacarejo do Brasil passou por uma forte reorganização nos últimos meses. A empresa fechou lojas, reduziu milhares de postos de trabalho e mudou a estratégia depois de um período de crescimento acelerado.
O movimento chama atenção porque envolve uma companhia bilionária, com presença forte no Norte e no Nordeste. Além disso, a rede está entre os maiores grupos do varejo alimentar brasileiro e aparece no topo do ranking nacional do setor.
A empresa é o Grupo Mateus, dono de marcas como Mix Mateus, Mateus Supermercados e Eletro Mateus. No primeiro trimestre de 2026, a companhia fechou 29 lojas e reduziu o quadro de funcionários em mais de 8.
Mesmo assim, a decisão não significa o fim da operação. Na prática, o grupo passou a enxugar unidades com menor retorno, cortar custos e priorizar lojas consideradas mais eficientes, conforme informado ao Portal Tempo Novo.
Rede de supermercados fecha lojas e corta funcionários
O corte no quadro de funcionários foi expressivo. A empresa tinha cerca de 47,9 mil empregados no fim de 2025 e passou para aproximadamente 41,2 mil no primeiro trimestre de 2026.
Portanto, a redução chegou a 6.673 trabalhadores em poucos meses. O número representa uma queda superior a 13% na força de trabalho considerada nesse recorte.
Ao mesmo tempo, o Grupo Mateus também fechou 28 lojas no trimestre. A medida atingiu principalmente operações localizadas em estados onde a empresa tem presença histórica, como Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.
Com isso, a companhia deixou claro que entrou em uma fase de revisão interna. Agora, o foco não está apenas em abrir novas unidades, mas em melhorar o resultado das lojas que continuam funcionando.
Por que a rede de supermercados fechou 29 lojas?
O fechamento das lojas faz parte de um processo de racionalização da operação. Em outras palavras, o Grupo Mateus passou a analisar com mais rigor quais unidades entregam retorno financeiro e quais pressionam os custos.
Durante anos, a empresa cresceu em ritmo acelerado. A rede abriu unidades, ampliou presença regional, fortaleceu o atacarejo e avançou em diferentes formatos de venda.
No entanto, esse crescimento também aumentou despesas com aluguel, logística, energia, folha de pagamento e estrutura administrativa. Por causa disso, lojas com desempenho abaixo do esperado passaram a pesar mais no caixa.
Diante desse cenário, a empresa decidiu reduzir estruturas, fechar pontos menos rentáveis e concentrar esforços nas operações com maior potencial de lucro.
Fonte O Tempo




