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Novas regras para impeachment de ministros do STF estão na pauta da CCJ desta quarta; votação deve ficar para a próxima semana

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se reúne nesta quarta-feira (10) para analisar uma pauta que tem, entre os itens, o projeto que muda a Lei do Impeachment.

A expectativa, segundo o relator da proposta, senador Weverton Rocha (PDT-MA), é que seja feita a leitura do relatório nesta quarta e que seja concedida vista, ou seja, mais tempo para análise. O projeto deve ser votado na próxima semana.

O senador Weverton deve protocolar o parecer nesta terça-feira (9). O texto do relator vai alterar a previsão de votação para começar processo de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

O texto original previa maioria simples para autorizar a abertura do processo, quando a metade mais um dos presentes votam a favor da abertura – desde que estejam presentes mais de 41 senadores – mas o relator vai inserir a previsão de dois terços para dar início ao processo, ou seja, a aprovação de ao menos 54 senadores.

A mudança contemplaria parte da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Na semana passada, o ministro do STF decidiu que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode denunciar ministros da Corte ao Senado por eventuais crimes de responsabilidade — motivo que pode levar ao impeachment.

Gilmar decidiu de forma monocrática (sozinho) e falta a análise dos demais ministros da Corte. O STF anunciou que isso deve ocorrer, em plenário virtual, entre 12 e 19 de dezembro.

Em entrevista à GloboNews nesta terça, o relator Weverton afirmou que o relatório vai determinar ainda que o presidente do Senado terá 15 dias para definir se dará andamento a pedidos de impeachment ou não contra ministros do STF.

O texto inicial do projeto falava em 30 dias para essa definição. Atualmente, não há prazo para que os presidentes da Câmara e do Senado decidam se aceitam ou não os processos contra presidentes da República e ministros do STF, o que permite que os pedidos fiquem engavetados e à disposição da vontade política de cada presidente.

Para integrantes da oposição, essas mudanças podem facilitar que uma denúncia de impeachment seja realmente analisada no Senado.

Como mostrou o g1, de 2021 até agora são 81 pedidos parados no Senado contra ministros do STF, sendo Alexandre de Moraes o principal alvo.

Fonte G1

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